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04 Dezembro de 2017 | 15h59 - Actualizado em 04 Dezembro de 2017 | 16h01

Sonangol e Total relançam indústria petrolífera

Luanda - A Sociedade Nacional de Combustível de Angola (Sonangol ) e a companhia Total assinaram hoje, em Luanda, vários acordos de parceria para o relançamento da indústria petrolífera no país no segmento "upstream" e "downstream", no âmbito da cooperação entre a concessionaria angolana e a multinacional francesa.

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Carlos Saturnino, PCA da Sonangol (à esq), com Patrike Pauyowne

Foto: angop

Com base nos acordos assinados, será desencadeado um processo para entrada em exploração do bloco 48 ( bloco em águas ultraprofundas),  seis  anos  depois  de serem concluídos os últimos  blocos  que o país lançou para a exploração (2011).

"Estamos há seis  anos a trabalhar com os mesmos blocos  e nos  últimos  anos não temos exploração. De maneira  que lançar a exploração em  Angola é extremamente importante, porque é a partir daí que vamos assegurar o futuro  enquanto companhia petrolífera", disse o presidente do  conselho de administração da Sonangol, Carlos Saturnino  no final da assinatura  dos  acordos com o  presidente  director-geral da Total,  Patrick Pauyowné.

Das actividades a realizar no "upstream" do bloco 17 consta o desenvolvimento e o início da produção de alguns activos que já foram identificados  e descobertos há alguns anos, nomeadamente o Acácia, Zimia e Zimia na fase 2.

Quanto ao downstream, pretende-se criar uma companhia em espécie de joint venture ( 50% para Sonangol e 50% para Total), para trabalhar na distribuição de produtos refinados, com a possibilidade de participarem também  na importação de produtos refinados, quando o mercado tiver a regulamentação em termos de liberalização.

Considerou  este  dossier  importante, porque a nível da Sonangol distribuidora e logÍstica  poderá  ter impacto no redesenhar da estrutura organizacional  do posicionamento estratégico  destas  duas subsidiarias.

“Este  dossier  tem impacto directamente  em vários sectores da economia nacional e na população. É algo prioritário”, considerou.

Consta também dos acordos assinados  a formação do capital humano, troca de experiência  e a  integridade dos activos no Bloco 3.

Por sua vez, o presidente director-geral da Total, Patrick Pauyowné,  referiu que a  indústria de  petróleos  sofreu  imenso com a baixo preço do crude,  mas agora,  com o preço um pouco acima dos 60 dólares  por barril,  existe  uma oportunidade para um novo impulso na indústria em particular em Angola.

Informou  que as duas companhias acordaram também  em lançar uma parceria na distribuição de produtos  petrolíferos, uma área  em que a Total  é líder.

Esta parceria vai permitir encontrar  uma forma de fornecer  de maneira  eficiente produtos petrolíferos  em  Angola.

A Total está em Angola a mais de 60 anos e tem uma produção estimada  de 600 mil barris/dia, facto que lhe confere o estatuto de líder do mercado.

A Total é o operador do Bloco 32, com uma participação de 30%, com parceria da Sonangol P&P (30%), enquanto no Bloco 17 detém uma participação de 40 porcento.

Com mil e 700 colaboradores,  a companhia petrolífera  possui offshore angolano quatro FPSO  e tem como principais projectos em exploração o Caombo (Bloco 32)  e  Paz Flor (Bloco 17).

Em Angola, a Total iniciou as suas actividades em 1952-1953, quando recebeu a primeira concessão, no onshore e offshore angolanos – Bacia do Kwanza e Bacia do Baixo Congo.

A combinação de perseverança, dedicação e empenho, quer tecnológico, quer em termos de recursos humanos rapidamente levaram à aquisição de projectos em offshore (1980) e pouco depois em offshore profundo (1992).

Actualmente, a Total E&P Angola – a 1ª petrolífera do país – já tem projectos no pré-sal (Bacia do Kwanza), o que comprova a sua capacidade em responder aos objectivos para os quais se propõe. 

Assuntos Angola  

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