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09 Março de 2017 | 17h54 - Actualizado em 09 Março de 2017 | 17h56

Angola: Enchimento da Albufeira de Lauca começa sábado

Luanda - A Albufeira da Barragem de Lauca, em construção no Rio Kwanza, província de Malanje, começa a receber água neste sábado, 11 de Março, com o fecho do túnel número 2, para o desvio do rio.

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Aproveitamento Hidroelectrico da Barragem de Laúca (arq)

Foto: F. Miúdo

O processo terá duração de 120 dias, até atingir a altura de 830 metros e armazenar dois bilhões e 680 milhões de metros cúbicos, para permitir o início da geração de energia eléctrica.

Com uma altura de 132 metros, equivalente a um edifício de 44 andares e com uma área de 24 mil hectares, incluindo a Albufeira, Lauca, com uma capacidade projectada para dois mil e 70 megawatts, constitui actualmente o maior projecto de engenharia civil e mecânica de Angola.

O projecto, um investimento do Estado angolano de 4,5 mil milhões de dólares, envolve a construção, produção, fornecimento e colocação em serviço do sistema de transporte de energia. É a terceira maior barragem em construção no rio Kwanza, depois de Cambambe com 960 MW e Capanda com 520 MW.

Lauca é a segunda maior barragem em construção no Continente Africano, depois da grande represa do renascimento etíope, com custos estimados em 6,4 mil milhões de dólares norte americanos e uma capacidade geracional de energia de seis mil MW.

A entrada em funcionamento da central principal de Lauca, com seis grupos geradores de cada 334 MW, a partir de Julho, e da central ecológica com 67 MW, em 2018,  permitirá beneficiar mais de oito milhões de pessoas e os pólos industriais em construção nas regiões norte, centro e sul do país.

O projecto de construção de barragens no leito médio do rio Kwanza surgiu a partir de um inventário realizado na década de 1950, solicitado pela então empresa pública sociedade nacional de estudo e financiamento de empreendimentos ultramarinos (sonefe) a empresa Hydrotechnic Corporation (USA), retomados em 2008, com a realização de estudos de viabilidade solicitado pelo Executivo Angolano.

No total, sete barragens poderão ser construídas na cascata do médio Kwanza região, que compreende o município de Cacuso, em Malanje, e Cambambe, na província do Cuanza Norte.

Quando as sete barragens estiverem totalmente construídas, a potência instalada será de 7000 megawatts.

As obras para o desvio do rio, em Lauca, iniciadas em 2012, compreenderam a escavação de dois túneis na margem direita do Kwanza, de 14 metros e meio de diâmetro e duraram 20 meses.

A segunda fase do projecto consistiu na construção da obra principal (paredão), a central principal, a central ecológica, enquanto a terceira fase inclui a componente electromecânica e das linhas de transporte para escoar toda energia para os grandes centros consumidores.

Neste momento, estão envolvidos nesta grande empreitada mais de 10 mil funcionários contratados, na sua maioria nacionais, oriundos das 18 províncias.

Assuntos Angola   Barragens   Energia  

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