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11 Março de 2017 | 13h18 - Actualizado em 11 Março de 2017 | 16h12

Malanje: Água chega à Albufeira de Laúca

Laúca - A Albufeira da Barragem Hidroeléctrica de Laúca, em construção desde 2012, na Bacia do Médio Kwanza, começou a ser enchida neste sábado, com o fecho do túnel nº 2 do desvio do rio, pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

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Presidente da República, José Eduardo dos Santos, acciona botão para enchimento da Albufeira da Barragem de Laúca

Foto: Francisco Miudo

Este é um passo decisivo, para que, em Julho próximo, a primeira das seis turbinas, com capacidade de 334 megawatts, comecem a gerar energia para o país.

Trata-se de um projecto estruturante do sector eléctrico, inserido no Plano Nacional de Desenvolvimento (2012-2017), para que Angola possa, doravante, caminhar na senda da estabilidade energética.

Pretende-se com o projecto impulsionar o desenvolvimento da indústria, agricultura, turismo e outros sectores da actividade, tornando a economia nacional competitiva.

O empreendimento de Laúca faz parte dos principais projectos do Plano de Acção do Sector da Energia e Águas para o período 2013 – 2017, que termina com a fase de estabilização.

O alcance da sua capacidade instalada é de pelo menos cinco mil megawatts, quando a meta até 2025 é atingir os nove mil megawatts, para fazer face à procura doméstica, cujas projecções apontam para um aumento na ordem de 70 porcento.

Para o enchimento da albufeira do AHL até a cota de 800 metros, de modo a reter água suficiente para os testes de comissionamento das primeiras unidades geradoras, serão necessários 553 milhões de metros cúbicos.

Este facto implicará uma redução do caudal de água para barragem de Cambambe, que se encontra a jusante (parte baixa do leito do rio), pelo facto de não estar a chover com regularidade no país, sobretudo no centro (província do Bié, região onde nasce o Rio Kwanza).  

Este processo compreende quatro fases. A primeira, que vai até dia 13 deste mês (58 horas), com o fechamento do túnel e desvio do rio, está a conhecer constrangimentos devido à ausência de chuvas (pior ano hidrológico desde 2012). Esta situação obriga a fazer a gestão cuidada da água das barragens de Capanda (a jusante) e Cambambe (montante).

A partir do dia 13, inicia-se a segunda fase do processo, da água disponibilizada por Capanda (à volta de 500 metros cúbicos por segundo), 227 metros cúbicos/segundo serão retidos em Laúca, para que se alcance a cota de 800 metros de altura e um volume no reservatório de 553 milhões de metros cúbicos até dia 12 de Abril.

Cambambe, que necessita de 350 metros cúbicos por segundo para poder funcionar, passa a receber apenas, a partir de agora, um terço daquilo que recebia, situação que começou já a obrigar a Prodel - Empresa Nacional de Produção de Energia - a fazer fortes restrições no fornecimento de energia ao sistema norte, sobretudo à capital do país, Luanda.

Antes mesmo do início do enchimento da albufeira, a partir de Fevereiro, a equipa técnica do Gamek - Gabinete do Aproveitamento do Médio Kwanza -  procurou ao máximo reter a maior quantidade possível de água em Capanda até a altura de 945,4 metros, produzindo menos energia no período diurno, com consequências negativas no fornecimento.

Na terceira etapa deste processo de enchimento da albufeira, que vai de 12 de Abril a 12 de Julho, o nível de água atingirá a cota de 830 metros de altura, com um volume total armazenado de dois biliões e 680 milhões de metros cúbicos e uma retenção de 274 metros cúbicos por segundo, água suficiente para turbinar as seis máquinas com capacidade de 334 megawatts da central um, e mais 67 megawatts da central ecológica.

A quarta fase vai de 12 de Julho até 2018.

No total, serão dois mil e 70 megawatts a serem produzidos.

Encastrada entre as grandes rochas que configuram a região montanhosa de Cacuso, o aproveitamento de Lauca, em edificação desde 2012, constitui actualmente a maior obra de engenharia civil do país.

Os números mostram que já chegou a absorver mais de 11 mil funcionários contratados, das 18 províncias e também do exterior do país.

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