Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Economia

11 Março de 2017 | 00h30 - Actualizado em 11 Março de 2017 | 16h59

Malanje: Laúca vai estabilizar fornecimento de energia no país

Laúca - A conclusão do Aproveitamento Hidroelectrico de Lauca, em construção em Malanje, permitirá ao sector dispor de capacidade suficiente para cobrir as necessidades de consumo do país, afirmou, nesta sexta-feira, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

1 / 1

Substaçao do Projecto de Hidroeléctrica de Lauca

Foto: Francisco Miudo

Joao Baptista Borge Ministro da Energia e Aguas quando falava á imprensa no Projecto Hidroelectrico de Laúca

Foto: Francisco Miudo

Ao falar em conferência de imprensa, em véspera do fecho do túnel nº 2 de desvio do rio, neste sábado, para início do enchimento da Albufeira de Lauca, com 188 quilómetros quadrados, o ministro afirmou que, com Lauca em pleno funcionamento, em 2018 o sistema estará definitivamente estabilizado.

Segundo João Baptista Borges, Lauca, que terá uma capacidade de dois mil e 70 megawatts, vai permitir fazer a interligação do sistema electrico norte, centro e sul do país.

O empreendimento permitirá também fazer a interligação entre o sistema hídrico com o térmico, através da central do ciclo combinado do Soyo, cuja primeira turbina a gás arranca em Maio próximo.

Dada a importância que o projecto encerra para o desenvolvimento sustentável do país, o ministro lembrou que o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, esteve em Setembro de 2014 na cerimónia de desvio do rio, para início de construção do paredão (barragem).

“E amanhã é mais uma data, marco na construção do empreendimento hidroelectrico, com início do enchimento da albufeira”, disse.

Explicou que a albufeira vai ser enchida em quatro fases, sendo a primeira com a duração de 58 horas, com o fechamento do túnel de desvio do rio, a segunda com 30 dias, que permitira acumular 553 milhões de metros cúbicos com a cota 800 metros, a terceira fase vai 31 de Julho, que permitirá acumular 2,5 biliões de metros cúbicos de água, com a cota 830 metros que permitirá o inicio da operação comercial de energia.

O enchimento do reservatório de Laúca será concluído no próximo ano (2018), atingindo a cota 870 metros, uma área de 188 quilometros quadrados, um volume de água de dois milhões de piscina olímpica.

“É um processo de enchimento que requererá tempo, naturalmente trará alguns constrangimentos no funcionamento de Cambambe, barragem a jusante, afectando o fornecimento de energia, sobretudo para Luanda”, salientou.

Por esta razão, disse que no período diurno estão a acumular água em Capanda, primeiro empreendimento do Médio kwanza, essa acumulação de água é necessária para que em Lauca, segundo aproveitamento deste escalão, possam ir enchendo a albufeira.

Acrescentou que o enchimento de Lauca vai fazer com que menos água chegue a Cambambe que é o ultimo empreendimento do escalão.

“Logo menos produção e menos funcionamento, por esta razão, o que estamos a fazer neste momento é acumular água no período diurno e produzir a noite e cobrir o maior numero de consumidores, quer em Luanda, quer noutras zonas do sistema norte”, disse.

Além dos investimentos na produção, o ministro disse haver projectos paralelos nos segmentos do transporte e da distribuição. É assim que está em execução o projecto de expansão da rede distribuição de energia das províncias de Luanda, Benguela, Huambo e Lubango.

Com uma altura de 156 metros, mil e 200 metros de comprimento e com uma área de 24 mil hectares, incluindo a albufeira, a barragem de Laúca, com uma capacidade para dois mil e 70 megawatts, constitui actualmente o maior projecto de engenharia civil e mecânica de Angola, está localizada a 47 quilómetros do Aproveitamento Hidroeléctrico de Capanda, situada em Malanje.

Com um investimento de 4,5 mil milhões de dólares, envolvendo a construção, produção, fornecimento e colocação em serviço do sistema de transporte de energia, o complexo hidroeléctrico de Laúca, com uma capacidade de geração de 2070 megawatts, é a terceira barragem em construção no leito do rio Cuanza, depois de Cambambe com 960 e
Capanda com 520 megawatts.

A entrada em funcionamento da central principal, com seis grupos geradores de cada 334 megawatts cada, a partir do segundo semestre do ano em curso vai beneficiar mais de cinco milhões de pessoas das regiões norte, centro e sul do país.

O projecto surgiu a partir de um estudo de inventário realizado na década de 1950, solicitado pela então empresa pública Sociedade Nacional de Estudo e Financiamento de Empreendimentos Ultramarinos (Sonefe) à empresa Hydrotechnic Corporation (USA), que foi retomado em 2008, com a realização dos estudos de viabilidade solicitados pelo Governo angolano.

As obras para o desvio do rio, iniciadas em 2012, compreenderam a escavação de dois túneis na margem direita do Kwanza, de 14 metros e meio de diâmetro, e duraram 20 meses e a segunda fase do projecto incluiu a construção da obra principal, a central principal e central ecológica e a terceira fase inclui a componente electromecânica e de linhas de transporte.


Nesta altura em que 86 porcento das obras de engenharia civil estão concluídas, 72 porcento na montagem electromecânica e 14 porcento no sistema de transporte, Laúca conta com oito mil 500 trabalhadores, 96 porcento dos quais nacionais das 18 províncias.

Leia também
  • 06/02/2019 19:16:16

    INE lança recenseamento agro-pecuário

    Luena - O Instituto Nacional de Estatística (INE) procedeu hoje, quarta-feira, no Luena, ao lançamento do Recenseamento Agro-Pecuário e Pescas (RAPP), cuja recolha principal vai decorrer, nas províncias do Moxico, Uíge, Cuanza Sul e Benguela, de Fevereiro a Dezembro.

  • 05/02/2019 19:14:15

    Angola quer ajuda francesa para edificar economia forte

    Luanda - O Executivo angolano está a contar com ajuda do Governo francês para a edificação no País de uma economia forte, menos dependente do petróleo, competitiva e capaz de gerar prosperidade.

  • 05/02/2019 12:26:06

    Troços Lucala/Cacuso e Malanje reabertos

    Malanje - Os troços rodoviários que ligam os municípios de Lucala/Cacuso e Cacuso/Malanje, numa extensão de 68 quilómetros cada, ao longo da estrada nacional 230, foram reabertos nesta segunda-feira.

  • 04/02/2019 12:48:02

    Luanda acolhe Fórum Empresarial França-Angola

    Luanda - Um Fórum Empresarial França-Angola, que contará com a participação de uma comitiva de representantes de grandes empresas francesas do Movimento de Empresários Francês (MEDEF), será realizado na próxima terça-feira (5), em Luanda.