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21 Abril de 2017 | 14h07 - Actualizado em 21 Abril de 2017 | 14h07

Angola: Natrabanc vai ajudar manutenção da economia africana

Luanda - O Natrabanc, primeiro banco de recursos naturais de África, será inaugurado neste sábado em Luanda, com vista ajudar na manutenção da economia africana e na conservação e armazenamento dos seus recursos naturais.

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Celestre de Brito - PCA do Natra Bank

Foto: Gaspar dos Santos

Robert Rosenthall - Presidente do Grupo Rosentahall

Foto: Gaspar dos Santos

Ao falar hoje em Luanda no seminário sobre Bulionismo (revolução não monetária, ou usar como dinheiro o ouro e outros metais precisos num padrão de venda), o presidente da comissão executiva do grupo Rosenthall,  Robert Rosenthall, disse que chegou a hora da África usar estes recursos para o seu próprio benefício.

“Se os africanos continuarem a vender os seus recursos naturais, daqui há 40 anos deixarão de existir e tornarão ricos outros países, daí a necessidade da criação do banco africano de recursos naturais”, alertou.

Robert Rosenthall referiu que o mundo está mudar, há mais garantia do ouro em relação ao Dólar. África tem mais ouro do que o mundo todo, por isso é que o mercado do ouro está focado neste continente.

Explicou que uma vez que os africanos tenham os recursos naturais sob o seu controlo e bem manuseado, ao invés de serem vendidos, se pode trabalhar com os mesmos.


Robert Rosenthall realçou que Angola tem 22 triliões de dólares de recursos naturais no seu subsolo, podendo tornar-se mais rico do que a Inglaterra, França e o Dubai.

Fez saber que o Natrabanc tem um convénio com Bullionbanc dos EUA, com a República Democrática do Congo e com o Zimbabwé, sendo estes dois últimos, incluindo Angola,  os países mais ricos em ouro e de outros recursos naturais em África,  equivalente a USD 77 triliões em recursos naturais.

Por sua vez, o presidente do conselho de administração da Natrabanc, Celeste de Brito, disse que se pretende tornar real as garantias a nível dos recursos naturais existentes no solo e subsolos africanos, para obter financiamento e ter uma independência económica para África e evitar a burocracia na cedência de peças nos bancos internacionais de Bulionismo.

Celeste de Brito explicou que banco de recursos naturais vai trocar produtos manufacturados por produtos naturais e vai vender os recurso naturais nos mercados e fornecer informações dos recursos naturais existentes em Angola e obter financiamentos nos maiores centros de monitorização do mundo.

Avançou que vai trazer um desenvolvimento nas áreas da Infra-estruturas, Energia e Águas, da Agricultura, entre outras áreas de desenvolvimento do continente africano.

Revelou existirem já 150 concessões depositadas no Natrabanc, com destaque para diamantes, minas, terras aráveis, assim como cartas de intenções de outros governos e pedidos de construções de aeroportos, cidades, estradas projectos de fornecimento de água e luz, tendo como moeda de troca a entrega de recurso naturais, como minas diamantíferas, áreas para exploração da madeira, petróleo granito e entre ouros recursos.

Assuntos Banca  

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