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20 Abril de 2017 | 18h17 - Actualizado em 21 Abril de 2017 | 11h02

Angola: Renovação das cidades mundiais orçada USD 4,5 triliões/ano

Luanda - A renovação e criação de novas infra-estruturas para a sustentabilidade das cidades no mundo custa USD 4,5 triliões/ano, valor que obriga os gestores públicos ou privados a encontrar outras formas de financiamento para o desenvolvimento destes aglomerados populacionais.

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Carlos Carreira, Presidente da Câmara Municipal de Cascais

Foto: Lucas Neto

Vista Parcial da Marginal de Luanda

Foto: Francisco Miudo

O facto foi revelado nesta quinta-feira, em Luanda, pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais (Portugal), Carlos Carreiras, durante a sua dissertação sobre o tema "Financiamento das autarquias", no Fórum Económico Cidades Sustentáveis, que decorre na capital angolana.

Fazendo recurso a dados do Banco Mundial, citou que até 2030 as cidades vão perder 330 biliões/ano em consequência de catástrofes ambientais, facto que obriga os governos a investir na diminuição dos riscos das zonas urbanas.

Para o responsável, estes valores constituem custos elevados para qualquer governo, o que exige maior investimento e uma cooperação estreita entre entidades públicas e privadas.

Apontou a abertura de novas cadeias económicas geradoras de valores e prosperidades, o financiamento público, bem como o investimento privado e a criação da dívida como principais factores que garantem o financiamento e cria receitas para as cidades.

Afirmou que a tendência demográfica da Europa, em particular de Portugal, indica que mais pessoas viverão nas zonas urbanas do que nas regiões rurais, colocando uma enorme pressão no desenvolvimento das cidades.

Para ele, a expansão das cidades para acompanhar a taxa demográfica vai exigir grande investimento em infra-estruturas.

Considerou que as condições de financiamento às autarquias poderão se agravar por causa das tendências estruturais do desenvolvimento das cidades que vão sustentar este agravamento.

Para o líder de uma câmara com 208 mil habitantes em Portugal, o aumento da resiliência das cidades, a diminuição dos riscos para os cidadãos e as cidades costeiras da lusofonia estão a sofrer muito com as alterações climáticas, factor que exigirá maior esforço de mitigação da comunidade, que possui mais de seis mil cidades no espaço lusófono.

O Fórum económico cidades sustentáveis sob o lema "Pensar global Actuar local", promovido pela Associação Empresarial de Luanda (AEL) e do Fórum de Empresários de Língua Portuguesa (FELP), em parceria com a Comissão Administrativa da Cidade de Luanda e a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), visou a troca de experiências e a criação de oportunidades de negócios entre os presidentes das câmaras municipais e empresários dos países lusófonos.

O encontro que contou com a presença do governador provincial de Luanda, Higino Carneiro, administradores municipais, corpo diplomático acreditado em Angola, entre outras entidades, reflectiu em torno dos temas "O impacto do investimento directo estrangeiro na economia regional", "Financiamento das autarquias", "Contratação pública autárquica-casos de sucesso", "Casos de sucesso de tecnologias ambientais", entre outros.

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) é uma associação intermunicipal de natureza internacional, criada a 28 de Junho de 1985. Assinaram o acto de fundação, as cidades de Bissau, Lisboa, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé/Água Grande.

Assuntos Economia  

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