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21 Abril de 2017 | 18h38 - Actualizado em 26 Abril de 2017 | 04h42

Lobito - Luz verde para progresso

Lobito - Depois de décadas de letargia, Lobito, um dos 10 municípios da província de Benguela, recebeu, durante os 15 anos de paz, um volume destacável de investimentos em obras de infra-estruturas que tornou mais sólidos os pilares para o progresso.

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Afonso Sukumula, 59 anos, regedor municipal do Lobito

Foto: Tarcisio Vilela

Pormenor de uma rotunda na cidade Portuária do Lobito

Foto: Tarcisio Vilela

(Por José Honório)

Cerca de 30 quilómetros separam Benguela - sede da província - daquele que é o seu mercado mais promissor: a cidade do Lobito, onde a transformação provocada pelas grandes obras, com o selo da paz, é de tal forma notável que, pouco a pouco, a região se foi convertendo num lugar atraente para se viver.

Em Abril de 2002, a paz surgia como ícone de progresso para Angola e, em virtude disso, o Lobito, onde vivem pouco mais de 390 mil angolanos, entrava num ciclo de crescimento. Isso galvanizou os sectores portuário, ferroviário, rodoviário, industrial, energia e águas, educação, saúde, comércio, entre outros.

Nos últimos anos, esta região do litoral-centro de Angola viveu uma explosão de oferta de mão-de-obra, o que rapidamente a transformaria numa espécie de novo “eldorado”. Segundo dados da Administração Municipal do Lobito, duas mil 190 empresas privadas asseguravam mais de 14 mil postos de trabalho – pelo menos até antes da crise que viria a desacelerar o crescimento económico do país.

Nos grandes terrenos, onde até antes da paz nada havia, hoje podem ser vistas novas zonas residenciais com acessos melhorados, escolas, unidades sanitárias, iluminação pública, espaços verdes, hotéis e estabelecimentos comerciais de alto padrão que mudaram radicalmente a vida dos lobitangas.

Um dos exemplos disso é a nova face da zona Alta do município do Lobito. A razão principal é a centralidade com três mil unidades habitacionais, entre as quais 856 vivendas de tipologia T3 e 2.144 apartamentos, distribuídos em edifícios de dois a três pisos. Este ano, chegam os primeiros dos 18 mil habitantes previstos.

Outro sinal desta transformação do Lobito pode ser visto, igualmente, na zona Baixa. O bairro da Luz tem hoje ruas asfaltadas com lancis e passeios, rede de esgotos para o escoamento das águas pluviais e iluminação pública, resultando em mais segurança e conforto para moradores, automobilistas e peões.

A água está, igualmente, entre os sectores que mais se destacaram neste período. O município encontra-se, actualmente, integrado no Sistema de Águas de Benguela, do qual fazem parte as localidades da Catumbela e Baía Farta, litoral da província.

Nunca, como hoje, se viu tanta e boa água jorrar no Lobito, através de novas redes de distribuição instaladas para substituir as antigas. Com o reforço do abastecimento em 500 litros por segundo, setenta e oito (78) porcento da população do município tem acesso à água potável. Inversamente, a eletricidade apenas beneficia 65 porcento dos lobitangas.

Desafios das autoridades 

Maria Calesso, 33 anos, é, há pouco mais de um ano, administradora municipal adjunta para a Área Económica e Social do Lobito. Em entrevista à Angop, a responsável salientou que o município continua a ser promissor para quem busca novas oportunidades e, apesar da crise, a caminhada para o progresso ainda persiste.

A baía de cerca de dois quilómetros de comprimento e 1.400 metros de largura, terras férteis nos vales agrícolas do Culango e Canjala, e a abundância de recursos naturais, como inertes para a produção de cimento, tijolo e obras de construção civil, são, entre outros factores, a razão principal que tornam o Lobito ideal para investimentos.

Num momento em que Angola aposta forte na diversificação da economia, a entrevistada sublinha que o município oferece condições para se investir na indústria, agricultura, habitação, comércio e pescas, para expandir os serviços e aumentar a competitividade da região.

Conforme a administradora, a maior aposta da Administração Municipal do Lobito é o sector urbanístico, com foco na requalificação da zona Baixa e Alta da cidade, a par da reparação de valas de drenagem, propensas a inundações susceptíveis de provocar mortes, destruição de casas e, consequentemente, desalojamento das populações.

Para tal, está delineado um projecto de desassoreamento de 10 valas entre os bairros da Luz, Africano, Liro, São João, Atlético e Santa Cruz, que geralmente registam inundações em caso de forte chuva.

“A ideia é evitar calamidades”, simplifica a administradora, numa clara alusão ao 11 de Março de 2015, dia marcado na história recente do Lobito, isto porque mais de 70 pessoas perderam a vida de uma forma trágica, em consequência da forte chuva que havia caído na localidade.

É por esta razão que autoridades administrativas e empresários, de mãos dadas, levam a cabo um projecto denominado “Eu Amo o Lobito”, para evitar catástrofes, através da limpeza e manutenção regular de valas de drenagem das águas pluviais.

“Cavipa é, sem dúvidas, das valas de drenagem mais problemáticas do Lobito”, alerta a mesma fonte. Então, para dar mais segurança e tranquilidade às populações, a Administração Municipal lançou mãos à obra de desassoreamento, já executada a 80 porcento. A fase posterior está reservada à colocação de betão.

Maria Calesso diz, igualmente, que a nova Centralidade do Lobito realiza o sonho da casa própria para muitos jovens, em contrapartida, defende que o surgimento de novos bairros, através das urbanizações Palmar e Lobito-Culango, assim como Cassai e Cabaia, traduz o fomento da autoconstrução dirigida.

Afonso Sukumula, 59 anos, regedor municipal do Lobito, não tem dúvidas de que a paz facilitou a construção de infra-estruturas sociais, principalmente na área da saúde e educação, o que aumentou a oferta de serviços básicos para a melhoria da qualidade de vida da população.

O representante das autoridades tradicionais pede mais atenção às autoridades locais, para o reforço do fornecimento de energia eléctrica, que considera o grande constrangimento no actual momento.  

CFB e Porto, chaves do progresso

Hoje, a esperança de crescimento para o Lobito está depositada no conjunto de investimentos públicos em duas infra-estruturas estratégicas, nomeadamente, o Porto Comercial do Lobito e os Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), tidos como dos principais pilares de desenvolvimento de Angola.

Na era pós-crise, e, dependendo das mudanças na economia global, o Lobito poderá, rapidamente, retomar o crescimento económico, pois se aproveitará da capacidade dessas infra-estruturas - logística e transporte ferroviário, agora modernas com tecnologias de última geração, e constituindo, assim, a grande força motora que vai levar riqueza para toda Angola.

A circulação ferroviária do Lobito (Km 0) ao Luau (Moxico), numa extensão de 1.344 quilómetros, reiniciou em 2013 e constitui, até agora, o ponto alto da reabilitação e modernização dos Caminhos-de-Ferro de Benguela, que havia arrancado em 2006, sob responsabilidade dos chineses da CR-20.

Por conta disso, os Caminhos-de-Ferro de Benguela vivem hoje uma nova fase, como admite José Carlos Gomes, 73 anos, presidente do Conselho de Administração daquela empresa.

Para o responsável, embora a circulação continue a ser feita com limitações nalguns pontos da linha, os números mostram as condições objectivas criadas para a empresa entrar de novo num ciclo de crescimento e, com isso, impulsionar o desenvolvimento do Lobito, à semelhança do que foi visto no passado.

Em 2016, foram realizados 957 comboios e transportados 634 mil e 124 passageiros, mais 217 mil e 644 face ao igual período de 2015, enquanto o transporte de mercadorias alcançou as 21 mil e 805 toneladas, menos 5 mil e 645. Itens como combustível, gás e cimento constam das estatísticas.

O sonho é que os CFB alcancem os dois milhões de passageiros/ano, como revela José Carlos Gomes, a olhar do seu gabinete para os vagões parados na antiga estação na Restinga. O responsável admite que isso só acontecerá quando a linha for definitivamente entregue pelos chineses, a fim de que esteja operacional sem restrições.

Várias são as razões que contribuíram para os CFB serem modernizados, depois do longo período de letargia, em consequência da guerra que havia destruído o seu património. O entrevistado fala do interesse dos países encravados, com destaque para Zâmbia, em utilizar a linha-férrea para exportar as suas mercadorias pelo Corredor do Lobito.

“O minério até podia ser [transportado] já amanha”, diz o PCA dos CFB, num tom entre brincadeira e chamada de atenção. Mas, a substituição nas carruagens do sistema de travagem em vácuo – já antigo, pela nova tecnologia de ar comprimido - e intervenções na linha fazem que a empresa funcione nos actuais níveis.

Do lado da Zâmbia e do Congo Democrático, há necessidade de recuperação das respectivas linhas-férreas, para o reinício do transporte de minério. O Governo zambiano, por exemplo, precisa de construir 300 quilómetros de linha ferroviária que vai ligar à fronteira de Angola, no Luau, onde se conecta aos CFB.

Após esta fase, prognostica, o escoamento de minérios retoma. E adianta: “No primeiro ano, a previsão é transportar 300 mil toneladas de minério até atingir um milhão de toneladas por ano”.

Em contrapartida, o projecto de ampliação do Porto foi lançado pelo Executivo em Fevereiro de 2008, num orçamento de um bilião e 250 milhões de dólares norte-americanos, mas os resultados não se fizeram esperar. O cais existente, com 1.122 metros de comprimento, por exemplo, foi reabilitado.

Concretizou-se, inclusive, a construção do Terminal de Contentores, Porto Seco e Terminal Minério. Este último destina-se ao escoamento de cobre de Catanga e Copperbelt (Congo Democrático e Zâmbia, respectivamente), tão logo seja restabelecida a ligação ferroviária dos CFB à linha desses países encravados.

Uma vez mais, Maria Calesso acredita que os CFB e o Porto são a chave para o crescimento do Corredor de Desenvolvimento do Lobito, pois essa aposta estratégica do Governo traz inovação e eficiência, bem como gera emprego e renda, no sentido da melhoria dos níveis de vida da população.

Saúde com 534 camas para internamento

No Lobito, a transformação provocada pelos 15 anos de paz é também evidente no sector da Saúde, como adianta a administradora municipal adjunta, que prefere falar em números: 51 médicos, 904 enfermeiros e 534 camas disponíveis em caso de internamento de pacientes, 32 unidades de saúde, ou seja, um hospital geral, maternidade, estabelecimento pediátrico, três centros materno-infantis, um centro de radiologia, sete centros e 18 postos sanitários para o atendimento das necessidades de saúde das populações. Contam-se, igualmente, 35 unidades privadas, entre clínicas, consultórios, centros e postos médicos.

A malária, as doenças respiratórias agudas e diarreicas, a febre tifoide, as infecções de transmissão sexual (ITS), a tuberculose, a desnutrição, a lepra, a hipertensão arterial e as diabetes são apontadas como as patologias mais frequentes no município.

Expansão da rede escolar

A expansão da rede escolar é um exemplo deste processo de crescimento do Lobito. Ao todo, oitenta e oito escolas públicas e comparticipadas, bem como 35 colégios, funcionam actualmente, traduzindo-se em 1.755 salas de aula para a população estudantil, segundo o director da Repartição Municipal da Educação.

Bellini Lopes situa em 135 mil e 316 alunos matriculados, desde o ensino primário, que absorve mais de 79 mil educandos, ao secundário (I e II ciclos).

A leccionar aulas nos vários níveis dos subsistemas de ensino, estão mais de quatro mil professores, mas são necessários mais 650 para colmatar o défice resultante, em geral, dos que vão para a reforma ou em caso de falecimento.

O director municipal da Educação no Lobito revela, ao mesmo tempo, a existência de pelo menos 14 mil e 659 crianças em idade escolar ainda fora do sistema de ensino. Daí ter admitido que, se forem construídas mais 700 salas de aula, será possível incluir mais meninos nestas condições.

O ensino superior está implantado no Lobito desde 2003, altura em que abriu o Instituto Superior Politécnico Lusíada de Benguela, com os cursos de Direito, Economia, Gestão de Empresas e Contabilidade Superior de Gestão. Pouco depois, surgiu o Instituto Superior Politécnico Católico de Benguela.

Canjala na linha da frente da agricultura

Considerada a “terra do feijão”, Canjala é, desde a época colonial, a comuna com maior produção agro-pecuária no município do Lobito, onde o milho, o feijão, a mandioca, a batata-doce e as hortaliças lideram as colheitas.

As terras agricultáveis da Canjala, comuna que dista a 85 quilómetros a Norte da cidade do Lobito, somam cinco mil hectares disponíveis, dos quais apenas 1.500 estão a ser cultivados, por enquanto, de acordo com Carlos Caterça, administrador comunal, que também estima em 1.800 o número de produtores locais.

Além do solo fértil, o responsável diz que a “boa actividade agrícola” é influenciada pelo caudal do rio Balombo, que irriga os campos agrícolas na localidade onde estão a funcionar seis fazendas. Paradoxalmente, havia mais de 60 propriedades no passado.

Com a força transformadora da paz, afirma, a comuna sonha em voltar aos tempos áureos, nos idos anos 70, em que produzia 35 mil toneladas de feijão, contra as actuais 10 mil.  

“Em 1972, Canjala atingiu o pico na produção de feijão e as colheitas foram superiores a 35 mil toneladas”, lembra o administrador, e acrescenta: “Isso viria a transformar a região num grande celeiro da província de Benguela”.

Outro factor distintivo da economia da Canjala é a produção de óleo de palma. Em virtude disso, o administrador comunal confirmou mais de mil hectares preparados para plantar novos palmares e, com isso, substituir os antigos, com 50 ou mais anos.

De acordo com o administrador comunal, a Canjala também tem vocação para a pecuária e controla, neste momento, mais de 10 mil cabeças de gado bovino e 15 mil caprinos, para além de suínos em número indeterminado, mas considerável.

Sector industrial resiste à crise

Até antes da crise económica, o Lobito suspirava de alívio, pois as empresas privadas de vários ramos de actividade, sobretudo industrial, asseguravam mais de 14 mil postos de trabalho, um número que reduziu significativamente.

Nas explicações da administradora municipal adjunta do Lobito, a indústria local sofreu bastante pelos efeitos da actual crise. Mais de 50 unidades fabris paralisaram a sua actividade e, como consequência, muitos trabalhadores perderam emprego.

Maria Calesso dá conta que vinte unidades resistiram às “intempéries” da economia angolana e garantem, actualmente, a produção de pão, água, sumo, bebidas espirituosas, acetileno, oxigénio, colchões, tanques plásticos, entre outros produtos.

Já Pedro Domingos, 35 anos, director municipal dos Assuntos Económicos do Lobito, reconhece como a reabertura da fábrica de farinha de trigo – Cerangola, após 12 anos de paralisação, veio animar a actividade industrial, mas as dificuldades em termos de aquisição de matéria-prima criam constrangimentos.

Perante este cenário, o responsável considera lançado o desafio para os agricultores locais produzirem o trigo – indispensável à redinamização da Cerangola, para que haja no mercado maior oferta de farinha e, com isso, mais pão.

Fugir do desemprego

Osvaldo Gomes, 27 anos, conseguiu o seu primeiro emprego em 2015, numa empresa de construção civil, instalada na zona comercial do Lobito. O jovem ainda mora com os pais no bairro do Luongo, Catumbela, município que fica a cerca de 10 quilómetros do Lobito.

Com o salário que ganha, Osvaldo consegue pagar as propinas do curso superior e agora está a preparar a monografia para poder ser licenciado em Gestão de Empresas pela Faculdade de Economia da Universidade Katyavala Bwila.

Para ele, melhor seria haver mais empresas, mais empregos, principalmente para a juventude, que ainda engrossa as estatísticas de desemprego.

Entre os jovens do Lobito, é comum sonhar trabalhar no Porto ou nas Alfândegas. E Osvaldo não é uma excepção, embora confesse que queria trilhar pelo caminho dos grandes empreendedores angolanos.

No Lobito, a aposta no empreendedorismo tem dado certo a muitos jovens. Clementina Vaz, 28 anos, é artesã há três anos e dedica-se a fazer roupas e sapatos para crianças e adultos, incluindo bijuterias com material reciclável e, assim, vai lucrando pelos dias que correm.

A jovem gosta de confeccionar peças, usando tecidos africanos, numa tentativa de valorizar mais a cultura do continente berço da humanidade. “Quem mais compra essas colecções são turistas estrangeiros”, diz Clementina. 

Desde que conseguiu emprego como balconista na Pastelaria Áurea, a vida nunca mais foi a mesma. Esse é o caso de José Jonas, 25 anos. De segunda a sábado, e sempre às 5 horas da manhã, parte para o trabalho, onde atende aos clientes, a maioria atraída pelo galão quente da Áurea - acompanhado de sandes com fiambre e queijo ou chouriço.

“Há cinco anos que me levanto cedo e, logo, vou servir pequeno-almoço aos clientes”, revela o jovem, sem receio de dizer que o salário já lhe dá o básico para fugir da pobreza.

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