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18 Maio de 2017 | 20h51 - Actualizado em 18 Maio de 2017 | 21h00

João Lourenço convida empresários norte-americanos para investir em Angola

Washington (dos enviados especiais) - No último dia da visita, o ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, convidou hoje, em Washington, os investidores norte-americanos para ajudarem na diversificação da economia angolana, numa altura em que o país atravessa dificuldade financeira decorrente da queda do preço do petróleo no mercado internacional.

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Washington: Ministro da Defesa, João Lourenço, discursou no Atlantic Council

Foto: Pedro Parente

Falando num encontro na sede da Atlantic Council com homens de negócios, académicos e estrategas de vários sectores da vida norte-americanos (Think Tanks), João Lourenço apontou os caminhos para a saída da crise e as perspectivas de cooperação entre os dois países, em diversos domínios.

Disse que o país procura atrair empresários desta potência mundial para investirem em todos os sectores da economia, sublinhando que “Angola não é só petróleo, é muito mais do que petróleo, tem recursos abundantes que, lamentavelmente e por razões de diversa ordem, não têm sido suficientemente explorados e desenvolvidos”.

De acordo com João Lourenço, será criado ambiente favorável para fomentar o investimento privado e acrescentou que compreende as preocupações dos investidores quando buscam países com ambiente político, social e outro propício para tornar seguro o seu negócio.

“Para sermos mais claros, estamos a referirmo-nos da necessidade da defesa da boa governação no país, da necessidade da transparência na gestão de recursos públicos e da necessidade, como é óbvio, do combate acérrimo a um mal que afecta a nossa economia. Diríamos mesmo que afecta a nossa própria reputação, que é a corrupção”, reforçou.

O também candidato do MPLA a Presidente da República aproveitou a ocasião para informar o momento actual do processo que culminará com as eleições a 23 de Agosto próximo. João Lourenço augura que depois do sufrágio o Executivo que sair das eleições possa trabalhar para aprofundar cada vez mais as relações de cooperação económica, em particular com os EUA.

Frisou que todas as intenções estão espelhadas no programa de governo que o MPLA apresentou há dias à sociedade, uma vez que o partido vai concorrer. Nesse programa de governo, acrescentou, diz-se à sociedade aquilo que se pretende fazer de bem a favor de Angola.

Diante de personalidades políticas, económicas e académicas, João Lourenço lembrou o lema eleitoral do seu partido (corrigir o que está mal e melhorar o que está bem), e explicou a razão da escolha: “Significa que temos a plena consciência que muita coisa precisa de ser corrigida, para que possamos alcançar o nosso objectivo de melhor servir Angola e os angolanos”.

Antes de terminar a intervenção, reiterou que conta com os políticos americanos, fazedores de opinião, mas, sobretudo, com os investidores, por acreditar que Angola vai ganhar com isso e o empresário também, “porque o país é praticamente virgem, onde está quase tudo por se fazer”.

João Lourenço esteve nos EUA a convite do secretário de Estado da Defesa, James Mattis, com quem assinou quarta-feira o Memorando de Entendimento que oficializa a cooperação no domínio da defesa entre os dois países. Esse instrumento jurídico abre portas no reforço da cooperação, tendo as partes se comprometido com a necessidade de combater o terrorismo, formação de quadros nos EUA e em Angola, troca de informações e outros domínios de interesse comum.

Os dois países estabeleceram oficialmente relações diplomáticas faz nesta sexta-feira (19 de Maio) 24 anos e a assinatura desse memorando, conforme explicou o ministro da Defesa, João Lourenço, e o secretário de Estado da Defesa dos EUA, James Mattis, abre uma nova era para as duas nações.

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