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27 Maio de 2017 | 18h10 - Actualizado em 27 Maio de 2017 | 18h10

Cuanza Norte: Fundo de Capitais de Risco identifica oportunidades de negócio

Ndalatando - O Fundo Activo de Capitais de Riscos Angolano (FACRA), instrumento financeiro público, trabalha, desde o dia 25 deste mês, na província do Cuanza Norte, para identificar junto da classe empresarial oportunidades de negócios nos vários segmentos da economia local.

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Teodoro Poulson - Membro da Comissão de Investimentos do FACRA

Foto: Rosário dos Santos

Em declarações à Angop, o membro da Comissão de Investimentos do FACRA, Teodoro Poulson, destacou as potencialidades agrícolas e hídricas da região, como factores que podem atrair investidores.

“Verificamos que há grandes investimentos no sector agrícola que é uma das nossas prioridades para o desenvolvimento do sector do agro-negócios. Vimos algumas iniciativas agrícolas que pensamos que podem ser desenvolvidas do ponto de vista do processamento de produtos do campo para servirem a província e o país, bem como para exportar", ressaltou.

Fez saber que a comitiva do FACRA, que trabalha na província, no âmbito da I Feira Internacional do Cuanza Norte, já identificou várias oportunidades, que podem ser alinhadas à estratégia da instituição.

Salientou que este é o primeiro contacto exploratório e que a FACRA não tem ainda ligações com empresas locais, realidade que espera inverter no futuro, com o estabelecimento de parcerias, caso exista interesse por parte da classe empresarial da região.

O FACRA, explicou, é um fundo de âmbito nacional, que em função das iniciativas existentes na província serão escolhidas quais delas podem ser financiadas pelo fundo, no quadro do seu pacote global de investimentos.

Neste momento, realçou, o fundo, tutelado pelo Ministério da Economia, conta com um capital, equivalente em kwanzas, de 250 milhões de dólares, para assegurar as micro, pequenas e médias empresas do país, com problemas de liquidez.

“É dentro desta disponibilidade que sairá algum montante para projectos empresariais no Cuanza Norte", frisou.

Lembrou que, desde a sua criação em 2012, o FACRA já investiu cerca de três bilhões e 200 milhões de kwanzas, apoiando 21 projectos empresariais nas províncias de Luanda, Benguela, Huambo, entre outras regiões, contribuindo na criação de 317 empregos directos e 135 indirectos.

O FACRA, esclareceu, investe em micro, pequenas e médias empresas em fase de arranque, crescimento, inovação e expansão, com elevado potencial de crescimento e capacidade de criar empregos qualificado dentro de um projecto sustentável.

“As empresas investidas pelo FACRA tem um acompanhamento directo, quer do ponto de vista estratégico e financeiro, ao longo do ciclo de vida do negócio”, acrescentou.

Considerou o FACRA um instrumento poderoso para a diversificação da economia angolana e alternativa ao financiamento de capital a longo prazo para os empresários locais.

O fundo, precisou, actua nos sectores das tecnologias, agricultura, piscicultura, criação de gado, de aves, na produção de materiais de construção, indústria de transformação, prestação de serviços nas áreas de cuidados de saúde, serviços de logística, informática, educação, turismo, serviços da indústria, biotecnologia, entre outras aréas.

Esclareceu que o fundo não apoia projectos dos sectores Imobiliário, mineração, petróleo e gás

O Fundo Activo de Capital de Risco Angolano, criado ao abrigo do Decreto Presidencial nº 108/12 de 07 de Junho de 2012, apoia as micro, pequenas e médias empresas angolanas, tem um período de vigência de 10 anos, com uma perspectiva de extensão para mais cinco.

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