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14 Julho de 2017 | 19h46 - Actualizado em 15 Julho de 2017 | 17h19

Empresas públicas com dificuldades de gerar lucros serão alienadas

Luanda - O candidato do MPLA a Presidente da República, João Lourenço, manifestou nesta sexta-feira, em Luanda, a intenção de o partido alienar algumas empresas públicas sem carácter estratégico e sem capacidade de gerar lucros, a favor do sector privado, via concurso público.

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Candidato do MPLA a Presidente da República, João Lourenço, concede entrevista aos jornalistas

Foto: Pedro Parente

Segundo o candidato, esta poderá ser uma das estratégias do MPLA em caso de vitória nas eleições gerais de Agosto próximo, para permitir que essas empresas passem a gerar lucros e deixem de depender do erário ou do Orçamento Geral do Estado (OGE).

O político, que falava em entrevista colectiva à imprensa angolana, disse que se pretende, com a estratégia, contribuir para a colecta de finanças do Estado, através do pagamento de impostos.

Para o efeito,  as empresas deverão ser dotadas de uma gestão competente, na perspectiva de gerarem lucros e deixarem de "sugar os recursos do erário".

Noutra vertente da sua abordagem, voltada para relações de Angola com outros países, João Lourenço disse que um eventual futuro Governo do MPLA terá como prioridade o estabelecimento de  uma diplomacia virada para a economia.

Embora se pretenda potenciar o empresariado nacional, João Lourenço enfatizou que é importante apostar na diplomacia económica, para atrair igualmente o investimento estrangeiro, visando ajudar no processo de desenvolvimento económico e social do país.

Relativamente à questão da coabitação da economia formal com a informal, uma situação que está a criar distorções no mercado, o candidato do MPLA admitiu que a criação de um ambiente propício para o processo de constituição de micro e pequenas empresas permitirá transferir um número considerável de famílias, cuja actividade assenta na informalidade.

Para o político, o ideal é que a economia formal se sobreponha à economia informal, porque esta última não paga impostos e cria problemas ao mercado.

Assim, a luta do MPLA será trabalhar para reduzir, cada vez mais, a economia informal a favor da formal, com consequentes ganhos na arrecadação de receitas para o Estado, através dos impostos.

Quanto à habitação para o cidadão, disse que é responsabilidade do Estado construir casas sociais para população de menor rendimento, razão pela qual o partido continuará com o processo de edificação de residências por todo o país, se for eleito para formar governo.

Em relação à criação dos 500 mil novos postos de trabalho constantes no Programa de Governo do MPLA (2017-2022), afirmou que esta cifra será atingida com base na capacitação do empresariado privado, sem apresentar uma medida concreta.

"Nós estabelecemos a cifra de 500 mil. Estabelecemo-la abaixo daquilo que realmente vai acontecer. Nós temos plena noção de que, nesse próximo quinquénio, vamos conseguir ultrapassar essa cifra que estabelecemos no nosso programa de governação", rematou.

Assuntos Economia  

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