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16 Julho de 2017 | 07h31 - Actualizado em 16 Julho de 2017 | 07h30

Lunda Sul: Endiama aposta na agricultura em Mona Quimbundo

Saurimo - Os solos férteis, propícios para produção agrícola em grande escala, bem como os abundantes rios que a comuna do Mona Quimbundo, município de Saurimo, dispõe, incentivou a Endiama EP, a investir no sector da agricultura e na área de piscicultura nos próximos tempos.

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Carlos Sumbula - PCA da Endiama

Foto: Quintas Benjamim

O anúncio foi feito sábado pelo presidente do Conselho de Administração da Endiama, Carlos Sumbula, no final da visita efectuada ao projecto de piscicultura que está a ser desenvolvido na Comuna do Mona Quimbundo, tendo precisado que a deslocação a região serviu para fazer o levantamento do sector que a empresa irá financiar num curto espaço de tempo.

Carlos Sumbula fez saber que o investimento no sector da agriculta visa igualmente oferecer mais empregos as populações de forma rápida.

Com objectivo de impulsionar e desenvolver o sector agrícola na província da Lunda Sul, está em construção na comuna de Mona Quimbundo uma escola agrária desde Fevereiro de 2016, numa área de dez hectares, comportando dez salas de aulas, duas das quais com características laboratoriais para as disciplinas de Biologia e Química.

A escola contará com uma sala de informática, de professores, biblioteca, enfermaria para primeiros socorros, área administrativas, refeitório, cozinha, lavandaria, cantina, espaços de apoio à transformação de alguns produtos vegetais e animais e máquinas agrícolas.

Residências do tipo T2 e T3 para directores e professores, respectivamente, casas geminadas para albergar alguns funcionários, dois internatos para 90 alunos, campo multiusos, tanques de piscicultura, entre outros, constam dos compartimentos desta futura instituição escolar.

A unidade vai albergar cerca de 240 alunos que serão formados nos cursos de recursos florestais, pecuária, apicultura e auxiliar de agricultura, da 7ª ate a 9ª classe, para o ensino de base e da 10ª a 12ª classe para o ensino geral.

Já o projecto de Piscicultura criado na base de um protocolo de cooperação para o programa de extensão rural de desenvolvimento comunitário, da agricultura e de piscicultura, celebrado entre o governo provincial e a sociedade mineira de “Catoca”, surge no quadro da estratégia do Governo de Angola de combate à fome e à pobreza.

O mesmo começou a ser implementado com a produção de cinco mil alevinos que vieram da República da Zâmbia em 2012, que foram multiplicando até atingir um nível considerável na produção da referida espécie.

Contempla a instalação 100 viveiros piscícolas, com a capacidade de 200 metros quadrados cada.

Anualmente são gastos cerca de 450 mil dólares norte-americanos na compra de ração, redes e pagamento dos trabalhadores.

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