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03 Janeiro de 2018 | 20h06 - Actualizado em 03 Janeiro de 2018 | 20h56

Angola tem dívida externa de USD 38,6 biliões

Luanda - O stock da dívida externa de Angola está avaliado em 38,6 biliões de dólares norte-americanos, anunciou, nesta quarta-feira, o ministro das Finanças, Archer Mangueira.

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Archer Mangueira, Ministro das Finanças

Foto: Rosário dos Santos

Ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior

Segundo o governante, que falava numa conferência de imprensa para apresentação do Programa de Estabilização Macroeconómica de 2018, o stock da dívida governamental estimada para 2017 "foi de cerca de 12,2 mil milhões de kwanzas".

Essa cifra (12,2 mil milhões) representa quase 67 porcento do Produto Interno Bruto (PIB).

Até ao ano de 2010, Angola tinha uma divida externa estimada em 30 biliões de dólares norte-americanos, cerca de 38,7 porcento do PIB.

Para equilibrar a balança de pagamento e honrar os compromissos com os parceiros internacionais, o Executivo prevê renegociar a dívida externa, já a partir de 2018.

O ministro da Finanças diz que está será uma prioridade do Executivo, sublinhando que se pretende renegociar a maturidade, a taxa de juros e o conjunto de condições que constituem as linhas de crédito contraídas por Angola.

A respeito dessa matéria, o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, explicou, na conferência de imprensa, que os défices orçamentais que Angola vem incorrendo levaram a um aumento do endividamento.

Nessa senda, a dívida pública, que representava menos de 30 porcento do PIB em 2013, ascendeu rapidamente para quase 60 porcento, em 2016.

O maior endividamento interno do Estado, clarificou, elevou as taxas de juro internos, reduzindo o potencial do crescimento económico, principalmente o que poderia ser promovido pelo sector privado, por via do crédito bancário.

O endividamento do Estado, ao aumentar as taxas de juro do mercado, prejudicou o investimento privado, necessário para o crescimento económico do país.

Na conferência de imprensa estiveram igualmente o governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano, o ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, e o secretário do Presidente da República para Assuntos Económicos, Ricardo de Abreu.

Assuntos Dívida  

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