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08 Novembro de 2018 | 10h44 - Actualizado em 08 Novembro de 2018 | 11h56

BNA defende políticas económicas e decisões assertiva

Malanje - O Banco Nacional de Angola (BNA) está a disponibilizar mensalmente à economia entre 550 a 600 milhões de dólares, daí o seu governador, José Massano, ter defendido quarta-feira em Malanje a necessidade da classe empresarial ajustar-se à actual realidade económica do país, com políticas económicas e decisões de negócios assertivas.

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Do valor médio disponibilizado, USD 250 milhões destinam-se a bens alimentares, 100 milhões para salários de trabalhadores expatriados, 160 para viagens, além da procura de divisas para telecomunicações, medicamentos, equipamentos, viaturas, peças sobressalentes e outras.

Ao intervir durante um encontro com empresários locais, o gestor pediu mais empenho da classe empresarial, para fazer face ao contexto macroeconómico adverso que o país vive.

Referiu que a disponibilização de mais divisas não pode ser o único meio para reanimar a economia, tendo em conta as limitações do BNA.

 “Adormecemos no tema do acesso aos dólares”, acrescentou o governador, tendo lembrado que a actual realidade do país requer um sector empresarial mais interventivo, organizado e orientado para produção, a fim de propiciar um crescimento económico sustentável e livre das oscilações.

Com isso, frisou, estar-se-ia igualmente a reduzir as importações, que são grandes consumidores de divisas. Exemplificando que o país gasta, mensalmente, 50 milhões de dólares norte-americanos só na importação de carnes, situação que seria evitada caso os empresários apostassem neste sector.

Ainda em relação às divisas, José de Lima Massano referiu que o BNA está a trabalhar na melhoria das relações entre os bancos comerciais e os respectivos clientes, com base no Programa de Estabilização Macroeconómica.

Informou que 26 por cento do crédito concedido à economia, particularmente ao sector privado, encontra-se em situação irregular, resultantes das dívidas contraídas junto das mesmas, onde se inclui o próprio Estado que, às vezes, também não honra a tempo as suas obrigações.

Outrossim, o responsável disse estarem a trabalhar na redução da taxa de inflação até ao final deste ano na ordem dos 18 por cento, cifra mais baixa dos últimos três anos, com vista a garantir um ambiente favorável aos investimentos.



 

Assuntos Banco  

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