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29 Dezembro de 2018 | 16h49 - Actualizado em 29 Dezembro de 2018 | 16h52

Retrospectiva2018: Governo retoma obras

Luanda - O sector da construção registou uma ligeira recuperação, em 2018, depois de vários meses retraído, devido à crise económica e à falta de financiamentos.

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Rua da liga africana sofre obras de requalificação (Ilustracção)

Foto: Bráulio Pedro

(Por Simão José)

Este ano, o Governo reatou várias obras para o estancamento de ravinas de grandes proporções na região Leste do país, relançou os trabalhos na passagem de nível da Avenida Hoji-Ya-Henda e iniciou a construção do nó viário da zona da UGP, as duas últimas em Luanda.

Após a sua conclusão, a passagem de nível da Hoji-Ya-Henda facilitará a ligação entre  os municípios de Viana, Cacuaco e o centro da cidade capital, bem como será um dos eixos de ligação para o Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL).

O projecto, que tinha um contrato inicial de dois mil milhões, 588 milhões de kwanzas, arrancou em Março de 2015, tendo sido interrompido 20 meses depois.

A interrupção deveu-se à falta de verbas, numa altura em já tinha um grau de execução física e financeira de 65 por cento e 55 por cento, respectivamente.

Já o nó viário da UGP, anunciado em 2015 pelo antigo ministro das Obras Públicas, Waldemar Pires Alexandre, sofreu duas reformulações e só neste ano foram criadas as condições administrativas e financeiras para o arranque das obras.

Após a sua conclusão, a empreitada permitirá a ligação entre Benfica/Golf 2 e Talatona/Samba, com uma intercessão e um desnivelamento de cruzamento sem a intercessão de veículos. A mesma está orçada em 55 milhões, 491 mil e 726 dólares.

Em relação à região Leste do país, destaque para o pagamento dos empreiteiros que estão a executar as obras da estrada nacional número 180, que liga as vias Lunda Sul/ Moxico e Lunda Norte/Lunda Sul.

Trata-se de uma via definida como prioritária, pelo Executivo, tendo em conta a sua importância no desenvolvimento da região.

Também está em curso, no Leste, um projecto para construção de uma ponte sobre o rio Muanguês, na Lunda Sul, e a abertura da estrada Xamuteba/Dundo, para evitar que os automobilistas circulem no troço rodoviário que liga à cidade de Saurimo.

Em Luanda, para garantir melhor mobilidade ao trânsito no troço Samba/centro da cidade/avenida 21 de Janeiro/Nova marginal sudoeste, sem intercessão de vias, será erguido um viaduto na estrada da Samba, zona da Corimba.

O mesmo terá uma extensão de 450 metros e deve terminar em 2020.

Das visitas de constatação realizadas pelos responsáveis do sector, em todo o país, concluiu-se que sete mil quilómetros da rede fundamental de estradas necessitam de reabilitação, com vista a interligação da malha rodoviária nacional.

Dos sete mil quilómetros de estradas por reabilitar, quatro mil serão intervencionados e receberão tapete asfáltico pela primeira vez.

Dos 26 mil quilómetros de rede fundamental de estradas do país, 13 mil e 600 beneficiaram de reabilitação e colocação de tapete asfálticos pela primeira vez, outros sete mil foram adjudicados às empreiteiras para reabilitação.

Desse leque, outros seis mil quilómetros aguardam ainda por financiamentos, para a sua adjudicação e a consequente requalificação.

Durante o ano, constatou-se o grau de execução da requalificação dos troços rodoviários Maria Teresa/Dondo, num percurso de 62 quilómetros, Alto- Dondo/ Munenga, com 61 quilómetros, o trajecto Alto-Dondo/São Pedro da Quilemba, com 48 quilómetros, e o nível de degradação dos troços Cambondo/Golungo Alto/ Quilombo dos Dembos, com 72 quilómetros.

O Ministério da Construção fez também um levantamento minucioso, em todo o país, para aferir o estado de conservação das estradas, tendo concluído que pelo menos quatro mil quilómetros de estradas do país devem ser reabilitados, a partir de 2019.

A reabilitação será feita dentro do Programa de Investimento Público (PIP) para 2019, para evitar a sua completa degradação.

Prevê-se ainda a reabilitação de oito mil 183 quilómetros de infra-estruturas rodoviárias, até 2022, no âmbito do Plano Quinquenal de Intervenções 2018/2022, sendo que quatro mil quilómetros são vias primárias e quatro mil e 183 são secundárias.

Outra prioridade do sector será a construção e manutenção de oito edifícios públicos, cujo montante está avaliado em cinco biliões, 142 mil milhões de kwanzas.

O sector prevê igualmente a construção e requalificação de infra-estruturas de apoio, para o desenvolvimento económico e social do país.

Durante o ano, fez eco, igualmente, a suspensão, por falta de qualidade, dos trabalhos de reabilitação dos 111 quilómetros da estrada nacional 120, que liga a cidade de Mbanza Kongo (Zaire) e a localidade de Lukunga, província do Uíge, iniciados em 2014.

Assuntos Angola   Obras Públicas  

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