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14 Março de 2018 | 03h42 - Actualizado em 14 Março de 2018 | 03h40

Cuanza Norte: Defendida instalação de fábrica de transformação de mandioca

Golungo Alto - Os Antigos combatentes organizados em associação de camponeses no município do Golungo Alto, província do Cuanza Norte, defenderam terça-feira, a instalação na província de uma indústria de transformação de mandioca, para debelar a falta de escoamento deste produto.

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Mandioca: Produtores defendem criação de indústria transformadora deste bem.

Foto: Estevão Manuel

O sentimento foi expresso numa mensagem entregue ao director do Gabinete Provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Guilherme Sebastião Neto, durante uma visita à Associação agrícola “Balumuca”, no quadro do 57º aniversário da data de expansão da luta armada de libertação nacional, a assinalar-se a 15 de Março.

Na missiva, os subscritores lamentam a falta, no Cuanza Norte, de um mercado capaz de absorver a produção agrícola local, o que contribui para a deterioração dos bens produzidos, entre eles a mandioca, um produto cultivado em grande escala.

Com uma área total de 40 hectares de terras cultiváveis, a associação “Balumuca” foi fundada em Outubro de 2014, congregando 67 antigos combatentes ou seus familiares.

Num pronunciamento à Angop, o secretário da Associação, Mário Francisco Cristóvão, informou que em 2016 os associados apoiados por uma máquina de lavouras desbravaram 11 hectares de terras, resultando daí uma produção de cerca de trinta toneladas de produtos agrícolas diversos.

Já em 2017 a produção foi de 58 toneladas de bens alimentares, entre eles 40 toneladas de mandioca, fruto da lavoura de seis hectares de terreno. Amendoim, milho, feijão e batata-doce são outros dos principais bens produzidos.

Presentemente, a associação tem preparados oito hectares de terreno lavrado desde o início do ano e que esperam ser semeados até ao fim da época chuvosa actual.

A falta de um veículo para o escoamento da produção e para o transporte dos associados da vila do Golungo Alto até ao campo (numa distância de 12 quilómetros), a carência de sementes e de instrumentos agrícolas bem como a falta de manutenção ao tractor e às respectivas alfaias são problemas que urgem resolver, segundo os associados.

Igualmente, solicitaram do Gabinete Provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria auxílio na legalização da associação, com vista à obtenção do título de posse de terras, tendo ainda advogado a adopção, pelo governo, de mecanismos tendentes a facilitar a concessão de créditos financeiros aos camponeses e a valorização do custo da produção do campo.

Na ocasião, o director do Gabinete Provincial de tutela, Guilherme Sebastião Neto, manifestou-se impressionado com os índices de produção e a vontade produtiva do grémio, prometendo esforços em contribuir para a solução das preocupações que afligem aqueles produtores.

“Balumuca”, o nome da associação, é uma palavra da língua Kimbundu que traduzida para o Português significa “desperte” ou “acorde”.

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