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13 Março de 2018 | 18h26 - Actualizado em 14 Março de 2018 | 11h28

Sector de energia recebe investimentos de USD 13 mil milhões

Luanda - O sector de Energia e Águas recebeu no quinquénio 2013/2017 investimentos do Estado no valor de USD 13 mil milhões, que incidiu, numa primeira fase, na expansão da capacidade de produção.

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Em paralelo à produção, grande investimentos estão ser feitos no transporte de energia

Foto: Pedro Moniz Vidal

Cuanza Norte: barragem de Cambambe

Foto: Lucas Leitão

Oitenta por cento deste investimento destinou-se ao sub-sector eléctrico, enquanto os 20 por cento foram para construção de novas infra-estruturas e ampliação dos sistemas de águas, segundo informações prestadas hoje à Rádio Nacional de Angola (RNA), pelo director do gabinete de estudo, planeamento e estatística do Ministério de Energia e Águas, José Salgueiro.

Associado ao programa de aumento da capacidade de produção, está em execução os projectos de transporte de energia para os principais centros  consumidores, visando interligar os três sistemas do país, designadamente Norte, Centro e Sul.

Disse também que com o arranque da central de ciclo combinado do Soyo, com capacidade de 750 MW, procura-se aproveitar da melhor maneira o gás explorado nos campos petrolíferos do país e diversificar a matriz energética de Angola.

Segundo o responsável, que falava ao programa radiofónico de orientação económica “Azimute”, a estratégia de alargamento da matriz energética é reduzir significativamente os custos de produção.

Em relação ao retorno dos investimentos feitos pelo Estado, indicou que numa primeira fase o sector vai procurar trabalhar na eliminação gradual da subsidiação dos preços.

No mesmo programa, o presidente do conselho de administração dos Serviços de Electricidade e Águas (IRSEA), Luís Mourão, questionado se o investimento feito já se repercute na qualidade de vida do cidadão, sublinhou que os reflexos começarão a se verificar na vida do cidadão quando houver mais capacidade operacional.

‘’Com os investimentos que estão em curso na Barragem de Lauca, com duas turbinas operacionais, vamos também ter o ciclo combinado do Soyo, no Zaire, e  assim que tivermos um volume maior, quer na produção, quer distribuição vai fazer com que os custos operacionais que são redistribuídos na tarifa para o cliente sejam menores’’, explicou.

De acordo com o gestor do IRSEA, em relação a esta situação, os investimentos que são realizados pelo estado não têm retorno, por haver uma subvenção ao cliente final, porque a tarifa na sua composição não vai de encontro com o capital investido.

‘’O Estado não tem o retorno do capital investido e além do subsídio concedido às empresas, temos também a subvenção dos combustíveis. Sendo assim, a tarifa de Angola comparativamente aos restantes países da Região Austral do continente africano e os da Língua Oficial Portuguesa, tendo em atenção ao câmbio, está a 2,5 cêntimos de dólares, enquanto a Namíbia e a África do Sul estão com 7 e 8 cêntimos de dólar’”, explicou.

O sector aguarda pelo reajuste que possa colocar Angola ao nível dos 6 a 7 cêntimos de dólares (cerca de 14 kwanzas) para permitir que as empresas se tornem rentáveis.

Luís Mourão considera crítica a situação que está a ser vivida pelas três empresas públicas de electricidade: Empresa de Produção de Electricidade (Prodel), Rede Nacional de Transporte (RNT) e Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE), porque têm de adquirir acessórios, assim como enfrentam dificuldades de intervir para recuperação de avarias.

Neste contexto, pretendem a alteração do quadro, dando a possibilidade do cliente pagar o valor real daquilo que consome.

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