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28 Abril de 2018 | 04h46 - Actualizado em 27 Abril de 2018 | 20h20

Inauguração da primeira fábrica de sacos de ráfia, destaque da semana

Luanda - A inauguração da primeira fábrica de sacos de ráfia de 25, 50 e 150 quilogramas para a embalagem de cimento, farinha de milho, trigo e mandioca, entre outros produtos, constituiu o destaque da semana económica, que hoje (sábado) termina.

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Trata-se de uma unidade fabril com uma capacidade de produção anual de 25 milhões de sacos de ráfia, localizada no município de Icolo e Bengo (Catete), província de Luanda, numa iniciativa da empresa Imex.

Com a entrada em funcionamento desta fábrica, que permitiu a criação de 55 postos de trabalho, a Imex começou a concretizar o seu projecto de investimento neste sector avaliado em mais de 15 milhões, que serão investidos até Junho de 2019, visando a produção de 100 milhões de sacos/ano com diferentes medidas.   

O acto de inauguração desta fábrica coube a ministra da indústria, Bernarda Martins, que na ocasião referiu que o funcionamento da unidade fabril vai preencher o vazio existente na produção de sacos de ráfia no país.

O projecto, que será concluído em 2019, pretende cobrir o mercado nacional com  a entrada em funcionamento da segunda fase até Janeiro de 2019. A terceira fase entra em funcionamento em Junho do mesmo ano.

A Imex  foi fundada em 2003 e está presente nas províncias de Luanda, Benguela, Huambo, Cabinda e Huíla. É especializada no fabrico de produtos de rotomoldagem em material de polietileno, tubos e PVC e pead de marca hipo, assim como de colchões de espuma, de molas, almofadas, entre outros produtos.

No sector financeiro, destacou-se a divulgação do valor da divida pública que o Estado tem com a classe empresarial angolana, avaliada em quatrocentos mil milhões de kwanzas, segundo o coordenador do Grupo Técnico de Apoio ao Credor do Estado (Gtace) do Ministério das Finanças, Carlos Vasconcelos.

O responsável, que falava na  sessão conjunta de auscultação e esclarecimento entre o Ministério das Finanças, Administração Geral Tributária (AGT) e os empresários, sublinhou que o Estado compromete-se a liquidar a divida paulatinamente, por meio de títulos e em cash.

Ainda neste sector, o Banco BIC aumentou o seu capital social de 3,3 mil milhões de para 20 mil milhões de kwanzas, uma medida que surge da deliberação da assembleia-geral desta empresa, realizada esta semana.

Actualmente, 2.5 mil milhões de kwanzas é o capital social mínimo exigido pelo Banco Nacional de Angola (BNA) para a constituição de um banco, mas por força de um aviso do Banco Central deverão aumentar tal valor para um mínimo de 7.5 mil milhões, até 31 Dezembro de 2018.

Em 2017, o BIC registou um aumento dos seus resultados líquidos para 34 mil milhões e 253 kwanzas, contra os 33 mil milhões e 663 registados em 2016.

No mesmo período (2017), aquela sociedade concedeu créditos a empresas e particulares calculados em 2,3 mil milhões de dólares norte-americanos, enquanto o financiamento concedido ao Estado angolano atingiu USD 2.5 mil milhões. Esses créditos tiveram uma desvalorização na ordem dos 30 porcento.  

Comparativamente a 2016, ano em que emprestou mais de AKz 1.4 mil milhões,  em 2017 o BIC reduziu o crédito para 965 mil milhões e 525.

O pagamento desta dívida será feito apenas aos empresários nacionais  com dívidas certificadas, cujo exercício de funções está sob controlo da AGT, sublinhou.

A semana ficou também marcada com assinatura de um acordo para formação gratuita de formadores em empreendedorismo, gestão e liderança empresarial.

O acordo envolve o Instituto de Fomento Empresarial (IFE), Instituto Superior Politécnico Internacional de Angola (Isia), Casa África e a Fundação Instituto Cameral para a Criação e Desenvolvimento das Empresas (Incyde).

Esse convénio começa a ser implementado, efectivamente, nos próximos dias e consiste em formar, gratuitamente, no Isia, em Luanda, angolanos ligados às câmaras de comércio, associações, confederações empresariais, estudantes e pessoas interessadas de todo país.

A assinatura de um contrato entre Angola e o Emirados Árabes Unidos (Dubai), para a participação na Expo 2020, uma exposição mundial organizada pelo Bureau International des Expositions, cuja realização está prevista para 20 de Outubro de 2020 a 10 de Abril de 2021 naquela cidade, também marcou a semana finda.

Da parte angolana, o contrato foi assinado pela comissária de Angola para a Expo 2020, Albina Africano Assis, e do comité organizador pelo seu director executivo, Najeeb Mohammed Al-Ali.

Neste evento internacional, Angola vai apresentar o tema “Oportunidades” e o subtema  “Conectando com a tradição para inovar”.

Assuntos Economia  

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