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09 Maio de 2018 | 16h43 - Actualizado em 09 Maio de 2018 | 16h42

Munícipes de Mbanza Kongo querem mercados distritais

Mbanza Kongo - A necessidade da construção de mercados distritais como forma de se combater a venda ambulante e em locais impróprios, foi defendida hoje, quarta-feira, por munícipes de Mbanza Kongo, província do Zaire.

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Zaire: Uma das duas Naves de bancadas do mercado municipal de Mbanza Kongo

Foto: Pedro Moniz Vidal

Zaire: Mercado municipal de Mbanza Kongo às "moscas"

Foto: Pedro Moniz Vidal

Entrevistados pela Angop, os munícipes dizem que a ideia de juntar vendedores num único mercado municipal, sem se importar a distância que alguns percorrem para se chegar ao recinto, já se revela irrealista e pouco justa.

A doméstica, Teresa Matumona, 59 anos de idade, atribuiu a proliferação de pequenos mercados e feiras a nível da cidade como consequência deste paradigma, considerando como exemplo claro o abandono a que foi votado o novo mercado municipal situado na zona da Bela Vista, periferia da cidade.

Sublinhou que os feirantes abandonaram o espaço, tudo porque muitos deles residem distante deste ou simplesmente, encontram nas ruas e áreas próximas do casco urbano, de armazéns e câmaras frigoríficas os melhores sítios para a venda dos seus produtos.

Por sua vez, Isabel Nlandu, 35 anos de idade, residente no bairro “Sagrada Esperança”, tem opinião contrária e defende que os vendedores devem deixar as ruas e reocuparem as suas bancadas no novo mercado.

A funcionária pública sugeriu maior intervenção dos fiscais da administração municipal de modo a disciplinar o comércio informal na localidade, frisando que a fraca actuação resultou na invasão das artérias periféricas da cidade e de outros locais impróprios, por parte dos vendedores.

De igual modo, Mário Lusadisu, residente do bairro 11 de Novembro, também considera ajustada a ideia da criação de mercados em cada um dos bairros, mas ao mesmo tempo considera que a desordem criada pelos vendedores, que abandonaram o mercado municipal, deve-se, em parte, à alegada condescendência dos próprios fiscais da administração local.

O interlocutor disse suspeitar que os agentes da fiscalização estejam a ser subornados pelos vendedores, daí a inércia para impor a ordem e a disciplina na actividade comercial na localidade.

O vendedor Eliseu Kilandamoko, um dos poucos que ainda permanece no novo mercado da Bela Vista, lembrou que as autoridades administrativas municipais prometeram, em Agosto do ano passado, tudo fazerem para levar de volta ao mercado os vendedores que abandonaram o recinto, o que não aconteceu.

Segundo disse, o mercado projectado para mais de mil bancadas está agora “às moscas”, apenas com meia dúzia de vendedores, que nada comercializam porque também os clientes deixaram de frequentar o local.

“Fica difícil, um vendedor ou mesmo comprador que vive no Bairro Martins Kidito se dirigir, todos os dias, ao mercado da Bela Vista, que dista cerca de cinco quilómetros”, justificou, para quem as autoridades competentes devem adoptar uma nova filosofia de mercados de proximidade.

O novo mercado de Mbanza Kongo, inaugurado a 11 de Novembro de 2015, comporta 17 lojas, um matadouro, uma creche, três snack-bares, padaria, duas fábricas de gelo, igual número de câmaras frigoríficas, assim como cinco armazéns.

Conta ainda com currais para suínos e caprinos, uma capoeira, pastelaria, posto de socorro, balneários e uma área administrativa, mas todas essas infra-estruturas encontram-se sub-aproveitadas ou mesmo abandonadas.

A cidade de Mbanza Kongo, subdividida em cinco bairros: Sagrada Esperança, Álvaro Buta, Martins Kidito, 4 de Fevereiro e 11 de Novembro, possui uma população estimada em 155 mil e 174 habitantes.

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