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13 Junho de 2018 | 17h52 - Actualizado em 13 Junho de 2018 | 18h32

Biocom produz 15% do açúcar previsto

Malanje - A Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), no município de Cacuso, província de Malanje, já produziu 15 mil das 100 mil toneladas de açúcar previstas para este ano.

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Malanje: Açúcar Kapanda produzido pela BIOCOM (arquivo)

Foto: joaquina Bento

Essa produção da única companhia de açúcar do país começa a ser comercializada aos agentes económicos do município de Cacuso, para potenciar o comércio retalhista e expansão do produto, segundo o director adjunto da companhia, Luís Bagorro.

O gestor, que falava hoje num encontro com operadores económicos de Malanje, disse que será desenvolvida uma campanha de divulgação da qualidade do açúcar e a venda poderá se estender aos empresários de outras províncias do país, associados ao projecto Biocom aos preços de AKZ 7 mil e 500 e 7 mil e 800 kwanzas o saco de 50 kg.

Os comerciais elogiaram a iniciativa da Biocom em vender localmente o açúcar, pois abre oportunidades a todos os agentes económicos e fomenta o crescimento da economia, geração de receitas e o emprego para a juventude.

O açúcar da Biocom, denominado Kapanda, começou a ser comercializado em 2016.

Em 2017,  a companhia previa produzir 63 mil toneladas, mas acabou por atingir apenas 58 mil e 102 toneladas de açúcar, devido a problemas de seca e avaria de um dos motores das linhas de processamento.

A Biocom é um projecto inserido no Pólo Agro-Industrial de Capanda, numa parceria entre o Estado angolano investidores privados, destinado a produzir, além do açúcar, energia eléctrica e etanol, visando abastecer o mercado nacional e reduzir a importação.

O projecto está implantado numa área  de 81 mil e 201 hectares, dos quais 11 mil e 55 estão reservados  à preservação da fauna e flora, 70 mil e 102 mil hectares virados à produção agrícola, prevendo até 2022, data da sua maturidade, atingir a produção de 256 mil toneladas de açúcar, contra as actuais 100 mil toneladas previstas .

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