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13 Junho de 2018 | 18h13 - Actualizado em 13 Junho de 2018 | 18h13

Larvicultura do Mucoso produz 45% abaixo da sua capacidade

Ndalatando - O Centro de Larvicultura do Mucoso, na província do Cuanza Norte, está a produzir 45 por cento abaixo da sua capacidade instalada, devido a problemas relacionadas com irregularidades no abastecimento de água e ração.

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Vista parcial dos Tanques de engorda de Tilapia "Cacusso" no Centro de Larvicultura de Massangano

Foto: Lino Guimaraes

O centro, situado na comuna de Massangano, município de Cambambe, conta com uma capacidade anual de produção de 350 mil/ toneladas de peixe tilápia e dois milhões de alevinos.

Segundo o responsável do empreendimento, gerido pela INPAWA – Gestão Corporativa, Armindo Sousa, que falava hoje à Angop, a fraca capacidade do sistema de captação de água, instalada no rio kwanza, constitui um dos constrangimentos ao normal funcionamento do centro.

O empreendimento possui uma central de captação de água que funciona com uma electrobomba, com capacidade para fornecer 65 metros cúbicos/hora, quantidade insuficiente para manter os níveis desejados de produção.  

Para atingir o volume de água que vá de encontro com os objectivos traçados, referiu que será construída, ainda este ano, uma nova captação equipada com três novas electrobombas submersíveis, de 125 metros cúbicos/hora cada, cujas obras estão avaliados em 20 milhões de kwanzas, para permitir o aumento da produção de peixe e larvas.

Referiu que para manter o normal funcionamento do centro são necessários 250 mil metros cúbicos de água por hora e nesta altura, a unidade beneficia de apenas 63 mil metros cúbicos/dia, fruto da baixa capacidade da actual captação, o que dificulta o normal funcionamento do empreendimento.

Nessa altura, o centro conta com uma produção mensal de cinco toneladas de peixe e 250 mil alevinos, cujos ciclos de produção são longos devido à insuficiência de água.

A unidade possui 18 tanques de 450 mil litros de água com 20 mil peixes cada e quatro de mil e 500 litros de água que albergam seis mil e 600 alevinos cada, que levam actualmente 30 dias par encherem contra os 15 necessários e numa altura em que todos os dias o centro deve fazer uma operação de renovação de água de cerca de três mil litros para manter a produção.

Sublinhou que o tempo estimado de produção de peixe e de larvas é actualmente de 60 dias, o dobro do tempo necessário em situação normal.

Uma outra preocupação com que se debate a instituição prende-se com a paralisação da fábrica de ração, provocada pela falta de matérias-primas, como premix e misturas de proteínas e vitaminas, devido às dificuldades no acesso a divisas para a importação das

A unidade interna de produção de ração com uma capacidade de 200 quilogramas/hora, que se encontra inoperante, desde a sua inauguração pelos motivos já evocados.

Para manter o funcionamento do centro, são necessários 250 quilogramas de ração/dia. Nesta altura a ração é adquirida no mercado nacional ao preço de 400 kwanzas o quilograma.

A empresa está a trabalhar para encontrar parcerias, a fim de pôr a funcionar a unidade de produção de ração, que além de assegurar o consumo interno, podia também fornecer ração aos piscicultores locais.

Com uma capacidade de produção anual de dois milhões de larvas e 350 toneladas de peixe tilápia para o mercado de consumo, o Centro de Larvicultura comercializou nos meses de Março e Abril deste ano, 11 toneladas de pescado e mais de 200 mil alevinos, resultando na arrecadação de cerca de 10 milhões de kwanzas.

A unidade perspectiva também a criação de uma área de secagem de pescado, por ter constatado no mercado uma grande procura de peixe seco do tipo tilápia.

 O projecto vai ser implementado tão logo seja melhorado as condições de produção de pescado, que passa pela construção de uma nova captação de água para aumentar a produção.

O empreendimento, inaugurado em 2015, é um projecto implementado pelo Ministério das Pescas no âmbito do programa de fomento da aquicultura (criação de peixes em reservatórios) e tem como principal objectivo a produção intensiva de alevinos para o fomento da piscicultura no país.

Sob gestão da empresa INPAWA-Gestão Corporativa, desde Novembro do ano transacto, o centro tem como meta atingir, até final deste ano, a produção de dois milhões de alevinos, correspondente a capacidade instalada da unidade

Vinte e um funcionários assessorados por dois especialistas cubanos asseguram o funcionamento da unidade de produção de alevinos.

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