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03 Julho de 2018 | 16h35 - Actualizado em 03 Julho de 2018 | 16h34

Angola LNG paralisa operações para manutenção

Luanda - A unidade de processamento de gás natural liquefeito, Angola LNG, situada no Soyo, província do Zaire, regista uma paragem planeada para manutenção, neste mês de Julho, avançou hoje à Angop uma fonte da instituição.

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Navio de transporte de Gás Natural Liquefeito - LNG

Foto: Google/Divulgação

De acordo com a fonte, a paralisação foi programada para ocorrer em consonância com o número de horas de funcionamento dos grandes compressores de refrigeração da fábrica e para garantir que a Angola LNG continue a funcionar em segurança.

“Espera-se que a produção da fábrica da Angola LNG seja retomada no início de Agosto de 2018”, avançou a fonte.

Com um investimento de 10 mil milhões de dólares norte-americanos, o projecto Angola LNG foi construído para aproveitar recursos de gás natural do offshore, constituindo um dos maiores empreendimentos no sector de petróleo e gás em Angola.

O projecto é resultado de uma parceria entre a Sonangol, Chevron, BP, ENI e a Total,  para recolher, processar e lançar, anualmente, no mercado global 5,2 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito (LNG).

O mesmo abastece também o mercado angolano, para ajudar a satisfazer as necessidades energéticas da indústria e de consumo local.

De acordo com dados a que a Angop teve acesso, a partir do site da empresa, uma extensa rede de gasodutos de mais de 500 quilómetros abastece de gás à fábrica de processamento do Soyo, a partir de campos de petróleo no offshore.

A fábrica do Soyo está projectada para processar 1,1 milhões de metros cúbicos de gás natural, por dia,  e tem capacidade para produzir, anualmente 5,2 milhões de toneladas de LNG, além de gás natural, propano, butano e condensado.

No local, existem três molhes de atracação e carregamento de navios-tanque na fábrica de Soyo, sendo o primeiro dedicado aos navios de LNG,  o segundo destina-se a carregamentos de propano, butano e condensado e o terceiro é para  butano pressurizado.

O LNG é vendido numa base DES - Delivered Ex Ship (à disposição do comprador num terminal de destino) ou Free On Board (FOB) Soyo. Todos os outros produtos são vendidos numa base FOB.

Uma frota de sete navios de 160.000 m3 de LNG foi fretada a longo prazo para o transporte de cargas do Angola LNG para clientes em todo o mundo.

Em plena produção, o projecto prevê mais de 70 carregamentos de LNG a serem entregues, anualmente, a partir de Angola, para qualquer parte do mundo.

A missão do projecto é minimizar a reinjecção e queima de gás, fornecer energia limpa e fiável para os clientes e maximizar o retorno do investimento.

 Localizado  a 350 quilómetros a norte de Luanda, no Soyo, na foz do rio Congo, este projecto constitui um marco para Angola e diferencia-se de outros projectos globais de LNG, pelo  facto da fábrica ser  inicialmente abastecida com gás associado produzido nas operações de campos de petróleo.

O Angola LNG contribui, significativamente, para a eliminação da queima de gás, permitindo o desenvolvimento de reservas de petróleo de uma forma mais sustentável e amiga do ambiente.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África Subsaariana. Historicamente, o gás associado era queimado ou reinjectado em reservatórios de petróleo.

Com o surgimento do projecto encontrou-se a solução para reduzir as emissões, o que constitui uma nova fonte de energia limpa.

Essa fonte de energia limpa é Gás Natural Liquefeito (LNG), o segmento de maior crescimento da indústria de gás.

Assuntos Gás  

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