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10 Agosto de 2018 | 20h11 - Actualizado em 12 Agosto de 2018 | 17h18

Produtos expirados saem dos supermercados

Luanda - Os produtos expirados cujas datas de validade têm sido falsificadas saem das grandes superfícies comerciais do País, denunciou nesta sexta-feira o presidente da Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC), Diógenes de Oliveira.

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Produtos expirados em processo de incineração (arquivo)

Foto: Kynda Kyungu

A 30 de Julho último, a Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC) denunciou, em Luanda, junto à Procuradoria Geral da República (PGR), à existência de um grupo de malfeitores que se dedicam unicamente em alterar as datas de validade nos rótulos dos produtos consumíveis expirados, comercializados a retalho e em grosso em todo país.

Ao contrário do que se possa pensar, que estejam a ser importados já com datas vencidas, os bens saem dos supermercados locais e são canalizados para as casas de falsificação, explicou Diogenes de Oliveira, em declarações à Angop.

Diógenes de Oliveira acredita que os produtos com datas adulteradas estejam a ser levados para todo país, além de Luanda, quando perdem a sua validade.

O responsável da AADIC disse não saber se são os trabalhadores dos supermercados ou do aterro sanitário que levam os produtos expirados às casas de falsificação de datas.

Em relação a isso, a fonte entende que a Polícia Nacional poderia dar melhores explicações, através de investigações.

Questionado sobre como o facto que tem sido muito mediatizado chegou ao conhecimento da sua organização, retorquiu, ao dizer “todos nós somos consumidores e temos que ter consciência de verificar as datas de caducidade dos bens. Foi dessa forma que chegamos a essa conclusão”.

Para prevenir os consumidores, o responsável disse que a AADIC notificou o Ministério do Comércio para informar sobre os lotes dos bens que estão a ser falsificados, os locais e a posição a ser adoptada pelos cidadãos.

Os produtos denunciados, cujas datas estão sendo alteradas são leite líquido da marca Mimosa, Maizena, Red Bull, feijão Tio Lucas, milho doce Condi, óleo alimentar Cozinheiro Tempero, ketchup ‘Nham Nham’, bolachas, salsichas, manteigas Pastora, Puro Sabor e Soya, sumo Um Bongo, cogumelo Anna, cereal Estrelitas, caldo de carne Maggi, fralda Pampers,  dentre outros.

A 01 deste mês (Agosto), depois de denúncias, uma equipa da Inspecção Geral do Comércio, da AADIC, Serviços de Investigação Criminal (SIC), apreenderam os referidos os referidos produtos  na rua direita da Pombinha (defronte ao antigo mercado Roque Santeiro), localizada no distrito urbano do Sambizanga, município de Luanda.

Quatro pessoas que realizavam tais acções criminosas na rua direita da Pombinha (defronte ao antigo mercado Roque Santeiro), encontram em detidas para responder em tribunal.


A propósito desta denúncia da AADIC, a empresa portuguesa Lactogal, que comercializa em Angola a marca Mimosa, entre outras, disse hoje ser "totalmente alheia" a uma tentativa de fraude denunciada em 06 deste mês pela Associação Angolana de Direitos do Consumidor (AADIC).

Numa nota de esclarecimento a que a Angop teve acesso, em Luanda, a Lactogal - Produtos Alimentares SA salienta que a empresa produz e exporta os seus produtos "nas devidas condições de segurança e higiene", ressalvando que não tem qualquer tipo de estrutura em Angola.

Assuntos Comércio   Crime  

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