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13 Setembro de 2018 | 16h53 - Actualizado em 14 Setembro de 2018 | 14h12

Accionistas do Banco Económico desmentem Álvaro Sobrinho

Luanda - O presidente do Conselho de Administração do Banco Económico e seus accionistas desmentiram, quarta-feira, em Luanda, as declarações proferidas pelo ex-presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo Angola (Besa), Álvaro Sobrinho, que alegou "decisão política" como a causa da falência daquela instituição financeira.

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Edíficio do Banco Económico

Foto: Rosario dos Santos

De  acordo com a nota  do Banco Económico, as declarações  proferidas em entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA), terça-feira (11), por  Álvaro Sobrinho, foram consideradas “falsas e mentirosas”.

No documento, os accionistas  fazem  referência  aos  comunicados  do  Banco Nacional de Angola (BNA), datado de 20 de Outubro de 2014, e do Banco Central de Portugal , de 3 de Agosto de 2014, onde  mencionam  passagens  que revelam  as consequências  das  acções  de gestão  protagonizadas  pelo empresário  angolano.

O comunicado do BNA refere que o risco de descontinuidade da actividade do Besa e o impacto sobre a estabilidade do sistema financeiro fez com que o BNA emitisse uma garantia soberana de curto prazo, enquanto se clarificavam as observações que permitissem conhecer a dimensão real das limitações e desenvolver soluções mais definitivas de normalização financeira da instituição.

A insuficiência das medidas internas de correcção adoptadas e a incapacidade ou indisposição de reforço de capitais pela maioria do capital accionista do BESA, assim como o contínuo agravamento do quadro operacional e financeiro desse banco comercial, resultaram na aplicação de medidas extraordinárias de saneamento pelo supervisor, descreve a nota.

Já o comunicado do Banco Central de Portugal, de 03 de  Agosto de  2014,  indica que os resultados  divulgados  em  30 de Julho  reflectem  a prática de actos de gestão gravemente prejudiciais aos interesses do Banco Espírito Santo, S.A.

Estes actos, refere a nota,  traduziram-se num prejuízo adicional na ordem de 1,5 mil milhões de euros face ao expectável na sequência da comunicação do Banco Espírito Santo, S.A. ao mercado e colocou o  Banco Espírito Santo, S.A. numa posição de incumprimento dos rácios mínimos de solvabilidade em vigor.

Em  entrevista  à Televisão Pública de Angola (TPA)  foi  referido  pelo  ex- presidente da Comissão do Banco Espírito Santo Angola  (Besa),  Álvaro Sobrinho,  que o  Besa faliu por  decisão política,  tendo em conta as pessoas  nele envolvidas.

No  seu entender,  a narrativa de falência nasceu dos accionistas pois a situação de bancarrota não foi declarada pelo Banco Nacional de Angola (BNA), auditores da KPMG, conselho fiscal ou outros reguladores internacionais.

A falência do Besa foi declarada a 14 de Outubro de 2014. Na altura tinha 34 agências.

Assuntos Economia  

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