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12 Setembro de 2018 | 01h43 - Actualizado em 12 Setembro de 2018 | 11h36

Besa faliu por decisão política - Álvaro Sobrinho

Luanda - O ex-presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo Angola (Besa), Álvaro Sobrinho, revelou nesta terça-feira que a instituição faliu por decisão política e não por insolvência.

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Empresário Álvaro Sobrinho

Foto: Pedro Parente

“O banco faliu por decisão política tendo em conta as pessoas nele envolvidas. Por isso, digo que era uma decisão política”, justificou o empresário e matemático de formação, no Programa “Grande Entrevista” da Televisão Pública de Angola (TPA).    

Num outro momento da entrevista, pondo a si mesmo dúvidas, Álvaro Sobrinho questiona se o Besa faliu mesmo, porque, no seu entender, do ponto de vista formal o banco existe com outra denominação (Banco Económico) e do ponto de vista prático não houve nenhum organismo internacional, independente, estatal e nem auditor que declarasse a falência da instituição.

“ O Besa foi alvo de uma auditoria, em 2011, do Banco Europeu e não viu falência”, referiu o empresário, salientando que a narrativa de falência nasceu dos accionistas e que a situação de bancarrota não foi declarada pelo Banco Nacional de Angola (BNA), auditores da KPMG, conselho fiscal ou outros reguladores internacionais.

Segundo o entrevistado, em 2011/2012, os  relatórios elaborados pela KPMG para efeitos de contas internacionais standard não apresentaram reservas.

Em relação às contas do banco, Álvaro Sobrinho disse que, desde o início da actividade, a 24 de Janeiro de 2002, sempre apresentou resultados líquidos positivos até a sua saída em 2012.

Referiu que, em 2010, o Besa  foi o banco que ultrapassou pela primeira vez a fasquia dos 400 milhões de dólares de resultados líquidos positivos. E quando foi afastado era o banco com maior activo do mercado, com mais de USD 10 milhões de activos de fundo.

Nesse período, disse o ex-presidente do Besa, ainda concederam empréstimos no valor de 5,7 mil milhões de dólares, tendo-se elaborado uma lista de 30 figuras consideradas maiores devedores, representando um total de 80 porcento da carteira de créditos. Esses devedores eram mandados ao banco pelas autoridades aos principais accionistas.

A firma Geni, representada pelo general Leopoldino do Nascimento, engenheiro Manuel Vicente, em representação do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, o ex-ministro de Estado e chefe da Casa Militar, Hélder Vieira Dias “Kopelipa” (pela companhia Portmill), o ex-presidente da Assembleia Nacional, Paulo Cassoma (Presidente de Mesa da Assembleia) e Ricardo Salgado, pelo Banco Espírito Santo (Portugal) eram os principais accionistas, segundo o bancário.

Na entrevista, referiu que depois do seu afastamento do banco em 2012, por negar assumir culpa da situação de falência a si imputada pelos accionistas, isto é, a 31 de Dezembro de 2013, o Estado angolano concedeu uma garantia soberana de sete mil milhões de dólares, sendo uma decisão política, sob justificação de que serviria para impulsionar a economia nacional, onde a Sonangol apareceu como a principal accionista.

A falência do Besa foi declarada a 14 de Outubro de 2014. Na altura tinha 34 agências.

Assuntos Economia  

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