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12 Setembro de 2018 | 19h15 - Actualizado em 12 Setembro de 2018 | 19h15

Comércio com Brasil chega a mil milhão de dólares

Luanda - O comércio bilateral entre Angola e Brasil em 2017 atingiu cerca de mil milhão de dólares, norte-americanos, informou hoje o embaixador do Brasil em Angola, Paulino Franco de Carvalho Neto.

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Trocas comerciais entre Brasil e Angola atingem mil milhão de dólares

Foto: Tarcisio Vilela

O diplomata disse que registou-se um incremento nas trocas comerciais, pois que entre 2015/2016 o comércio cifrou-se em USD 650 milhões.

Em declarações à imprensa, à margem do fórum económico sobre “Desenvolvimento do Agro negócio, Desafios e Perspectivas”, realizado pela Associação de Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (Aebran), Paulino Neto sublinhou que, em 2017, boa parte do que o Brasil exportou para Angola foram açúcar (28,7) porcento, carne de frango 14% e farinhas de cereais com 7,9%.

Com o novo ambiente de negócio implementado pelo governo de João Lourenço, precisamente a Nova Lei do Investimento Privado, Nova Pauta Aduaneira e outras medidas de facilitação, o país está a estimular a vinda de estrangeiros que tencionam investir em Angola, disse o interlocutor.

Paulino Franco de Carvalho Neto entende ser necessário o Brasil diversificar a pauta exportadora para Angola, e ter maior participação de bens semi- manufacturados e manufacturados.

Afirmou que de Janeiro a Julho deste ano, o Brasil ocupou a 4ª posição da lista dos maiores exportadores para Angola, com vendas de USD 225 milhões.

Em relação à linhas de financiamento, disse que nos últimos 15 anos, o seu país investiu quatro mil milhões de dólares.

Informou que este ano o seu país assinou uma linha de crédito de dois mil milhões de dólares, por via do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (Bndes), cujo seguro de financiamento vai ser oferecido pelo governo brasileiro.

De acordo com o embaixador, o Brasil não deve pensar em exportar, deve produzir mais, estabelecer unidades fabris como forma de contornar problemas de divisas que Angola enfrenta.

Na sua óptica, o Brasil pode ajudar e agregar valor às cadeias produtivas em Angola, apostar e qualificar a mão-de-obra local, tendo como prioridade o sector agrícola.

Partilha da mesma opinião, a presidente da Aebran, Arlete Lins, que na ocasião afirmou que a experiência brasileira no agro negócio pode ajudar muito Angola pelo facto do país ter experiência comprovada neste domínio.

A empresária realçou que existe muito espaço para cooperação, troca de conhecimentos, investimento, e construir desenvolvimento. “Esse desenvolvimento não será mais na base do gerador e do gasóleo, mas sim em energias renováveis e muita tecnologia”, disse.

O fórum económico sobre “Desenvolvimento do Agro negócio, Desafios e Perspectivas”, realizado pela Aebran, é uma actividade enquadrada na programação da Semana do Brasil e visa promover o encontro entre empresários, executivos, instituições públicas e privadas, convidados e público ao abordar temas do interesse geral.

Os temas estão enquadrados com o Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN 2018/2022), que tem como linha orientadora promover a diversificação da economia e reduzir a dependência do sector petrolífero, fomentando o aumento da produção nacional.

Ao longo do evento estão a ser debatidos temas como “Desenvolvimento do agronegócio desafios e perspectivas, Sistema de Integração, Lavoura Pecuária e sua aplicação em Angola e Artilha de infra-estruturas nas comunicações e sua importância para o crescimento do pais”.  

Assuntos Economia  

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