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04 Outubro de 2018 | 16h32 - Actualizado em 04 Outubro de 2018 | 16h32

Pescas aumenta estruturas de desembarques de pescado

Luanda - Dois projectos de apoio integrado ao desembarque de pescado nas localidades do Tombwa (Namibe) e Baia Farta (Benguela) poderão entrar em funcionamento até final do ano em curso, de acordo com dados da proposta do Plano de Ordenamento de Pescas e Aquicultura 2018-2022 (POPA).

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Infra-estruturas de apoio ao Porto Pesqueiro (arquivo)

Foto: Anabela do Céu Fritz

Porto Pesqueiro da Baía Farta, em Benguela (arquivo)

Foto: fotos cedidas

A referida proposta que foi hoje objecto de apresentação pública no Governo da Província de Luanda, contém um estudo que apresenta o quadro de um sector das pescas com apenas oito estaleiros navais, com capacidade de resposta reduzida, para apoio a embarcações de pesca artesanal e semi-industrial de casco de madeira, e duas docas flutuantes (uma em funcionamento e outra a aguardar equipamento complementar).

Em relação aos estaleiros, dois estão na província do Namibe, três em Benguela, um em Luanda. E duas docas flutuantes em Luanda. Existem ainda um número indeterminado de oficinas navais que funcionam de forma informal, capazes de construir e reparar pequenas embarcações da pesca artesanal (sobretudo canoas e chatas de madeira) espalhadas ao longo da costa.

Existem iniciativas para construção de dois novos estaleiros nas províncias de Benguela e Bengo e para reabilitação dos existentes, com investimento privado. Actualmente, não existe nenhum estaleiro capaz de construir embarcações de pesca industrial.

Em relação aos portos e estruturas de apoio aos desembarques, Angola dispõe de apenas um Porto Pesqueiro industrial, na Boavista, em Luanda.
 

De acordo com o diagnostico, os portos comerciais de Cabinda, Soyo, Porto Amboim, Lobito e Namibe têm também capacidade para atracagem das embarcações e desembarque das capturas da pesca industrial, mas não dispõem de estruturas de descarga ou conservação de pescado.
 

As embarcações da frota semi-industrial têm neste momento apenas o porto do N ́Zeto onde podem atracar embarcações até "16 m de CFF" para descarregar o pescado. A restante frota semi-industrial, em toda a costa, desembarca o pescado nas pontes-cais das empresas a que pertencem ou com as quais têm acordos comerciais ou nas praias, através de transbordo das capturas para embarcações mais pequenas.
 

Na apresentação do POPA, a directora do Gabinete de Estudo, Planeamento e Estatística do Ministério das Pescas e do Mar, Isabel Cristóvão, referiu estarem a trabalhar com o sector privado para construção de mais portos e estruturas de apoio ao desembarque do pescado, para contribuir no desenvolvimento nacional.

Ao seu ver, o investimento do sector privado é necessário para complementar a actividade do Estado, daí a necessidade de reforçar o sector com a instalação de alguns estaleiros para actividade de pescas semi-industrial, industrial e artesanal.
 

Em relação ao POPA, Isabel Cristóvão explicou que o documento traça as linhas para integração e melhora vários aspectos, em termos de medidas para implementação dos vários segmentos da pesca desde as necessidades para reparação e manutenção naval, e traça as acções para actividade de processamento e transformação de pescado, além de algumas medidas que tem a ver com a captura de pescado no país.
 

Referiu que o POPA resulta de um diagnóstico da actividade do sector que mostrou alguns pontos fracos, como a manutenção e a fraca existência de estaleiros que possam proceder à reparação, manutenção e certificação das embarcações, o que leva os armadores a recorrer ao exterior do país.
 

Por seu turno, o vice-governador de Luanda, Júlio Bessa, realçou que as pescas em Luanda são uma importante fonte de proteínas de origem animal, de criação de empregos e uma fonte de redução da pobreza e de abastecimento de bens de pescado para população.
 

Frisou que o Plano visa promover o desenvolvimento equilibrado e sustentável do sector a nível nacional, contribuindo para coesão e unidade nacional, criação de emprego e a melhoria de vida dos angolanos.

O Plano de Ordenamento de Pescas e Aquicultura 2018-2022 (POPA) visa o desenvolvimento equilibrado e sustentável do sector, contribuindo para alcance dos objectivos do Governo Angolano, definidos na Estratégia Nacional de Desenvolvimento a Longo Prazo “Angola 2025” e no Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022 (PND).
 

Pretende-se que o POPA seja para o Ministério das Pescas e do Mar o instrumento de excelência para o planeamento a médio prazo do sector, contribuindo para promoção da coesão nacional, com base numa economia inovadora e competitiva.


 

Assuntos Pesca  

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