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10 Outubro de 2018 | 11h28 - Actualizado em 10 Outubro de 2018 | 11h28

China: Angola quer mais investidores chineses

Beijing (Dos enviados especiais) - O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, saudou, em Beijing, a abertura da China na cooperação com Angola e a importância dos seus financiamentos, mas disse que, doravante, o país quer apostar menos em créditos e mais em investidores chineses privados.

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O governante falava à imprensa, a propósito das negociações de terça-feira última, que culminaram com a assinatura de vários acordos, tendo afirmado que, desta forma, os investidores podem participar melhor no processo de desenvolvimento e crescimento económico do país.

"O que nós hoje queremos é que os investidores privados chineses possam descobrir em Angola um lugar de oportunidades e, com isso, participar no esforço que nós temos que fazer para o desenvolvimento económico do nosso país", expressou. 

Disse ter sido essa a razão de o Presidente da República, João Lourenço, ter trazido, na sua visita à China, uma mensagem baseada nas medidas que estão a ser criadas para a criação de um bom ambiente de negócios e para atracção de investidores chineses.

Considerou importante essa primeira visita do Chefe de Estado à República Popular da China, porque "marca decididamente um novo ciclo nas relações".

"Angola apresentou-se aqui na China com o objectivo de reforçar as relações já existentes, mas também tornar a cooperação bilateral qualitativamente melhor", expressou o governante, para quem os acordos assinados "acabam por confirmar o desejo do reforço das relações entre os dois países".

Manuel Augusto ressaltou o facto de o Chefe de Estado angolano ter feito uma informação sobre as medidas económicas que estão a ser tomadas por Angola, e pelo compromisso deixado de que Angola fará um melhor uso das facilidades financeiras chinesas.

Disse que existe a constatação dos dois lados (Angola e China) de que os fundos postos à disposição da cooperação bilateral poderiam e deveriam ter sido melhor utilizados.

"A relação do volume de fundos postos à nossa disposição, traduzidos hoje na dívida que temos para com a China, implicaria, em situação normal, resultados mais visíveis", declarou o ministro, sublinhando que Angola aprendeu com os erros.

"Vamos trabalhar para tornar a cooperação mais profícua, e com um impacto mais visível e real na vida das populações e na economia em geral", sublinhou.

Bolsas de estudo

Quantos aos acordos, disse que foi assinado um acordo geral sobre cooperação técnica, que vai resultar numa série de acções sectoriais, fruto das negociações regulares feitas pelos dois países.

O Memorando de Entendimento sobre os Recursos Humanos, disse, vai permitir à China participar na formação de quadros angolanos.

A esse respeito, informou que o Presidente da China, Xi Jinping, anunciou, terça-feira, que o seu país vai oferecer, nos próximos três anos, cerca de 500 bolsas de estudo para Angola.

As mesmas serão para estudantes dos mais diversos domínios do saber.

Já em relação ao Acordo para Evitar a Dupla Tributação, disse ter sido o mais importante instrumento jurídico assinado aqui em Beijing, porque tem sido um dos elementos que estão a ser operacionalizados no âmbito da nova estratégia económica de Angola, sobretudo em relação à diplomacia económica.

"Vai incentivar a trair os investidores estrangeiros. Esse acordo é muito importante. Era necessário assina-lo com um dos mais importantes parceiros da cooperação", concluiu.

Disse que há outros instrumentos em estudo, mas detalhou que as negociações permitiram também a assinatura de um acordo para promoção e protecção de investimentos.

A visita de Estado do Presidente João Lourenço teve duração de dois dias e encerrou-se nessa quarta-feira, na cidade de Tianjig, onde visitou empreendimentos do domínio tecnológico.


 

Assuntos Cooperação   Investimentos  

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