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10 Outubro de 2018 | 16h02 - Actualizado em 10 Outubro de 2018 | 16h02

Entreposto do Bengo com obras em atraso

Luanda - As obras do entreposto de madeira da província do Bengo, que arrancaram em Agosto último, estão atrasadas e não há uma data determinada para sua conclusão, informou nesta quarta-feira o director-geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDEF), Simão Zau.

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Bengo - Visita ao entreposto da madeira de Caxito

Foto: Clemente

A previsão de conclusão da obra, de acordo com o conograma de trabalho, seria para este mês de Outubro, mas factores como dificuldades de logística impedem o cumprimento dos prazos, segundo o responsável.

Além do Bengo, outras províncias, onde também está em curso a construção destas infra-estruturas, enfrentam as mesmas dificuldades.

O director-geral explicou haver províncias que têm dificuldades em encontrar até terrenos apropriados para a implantação da infra-estrutura.

Em relação ao entreposto do Bengo, disse que a falta de instalação do sistema de telefonia e internet, energia eléctrica e água, construção de uma esquadra policial e mais dependências para os diferentes organismos ministeriais podem atrasar ainda mais a entrada em funcionamento do empreendimento.

As obras, que estão a ser erguidas numa área de mais de 20 hectares, iniciaram em Agosto e até ao momento estão construídos alguns gabinetes para albergar, entre outros, a Administração Geral Tributária (AGT) e banca comercial.

O Entreposto de Madeira do Bengo situa-se a 15 quilómetros da sede provincial, em direcção à cidade de Luanda.

Terá a missão de fiscalizar e facilitar os processo de licença para exportação da madeira e acabar com as irregularidades que se registava no domínio da exportação da madeira.

Em todo o país, serão construídos seis entrepostos ( Caxito, Icolo e Bengo, Cabinda, Moxico, Lobito e Menongue), alguns dos quais ainda sem obras por falta de terrenos disponíveis para o efeito. O do Icolo e Bengo, situado na localidade de Cassoneca, já tem as obras concluídas.

O vice-governador Provincial do Bengo para os serviços técnicos e infraestruturas, Domingos Guilherme, criticou a qualidade das obras, assim como a sua localização que obrigará aos camiões vindos do interior, a transposição da faixa de rodagem, da direita para esquerda, podendo criar no futuro embaraços no trânsito automóvel.

Em resposta, o director nacional disse que nada se podia fazer porque é o único espaço disponibilizado para o efeito. “Este é o único terreno que se encontrou. Os outros estão todos ocupados”, justificou.

Informou que os Entrepostos estão a ser construídos com os fundos dos empreiteiros, no caso, o do Bengo, pelo CBTGC (chinês), pois não há disponibilidade financeira.

Simão Zau explicou que, em princípio, todos os entrepostos foram concebidos para entrarem em funcionamento na actual campanha florestal 2018 (Outubro).

Assuntos Economia   Província » Bengo  

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