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12 Outubro de 2018 | 17h50 - Actualizado em 12 Outubro de 2018 | 17h50

Ministro anuncia revitalização do sector de investigação agrária

Chinguar - O sector da Investigação Agrária vai ser redinamizado nos próximos tempos, para voltar a ser o suporte fundamental e indispensável para o aumento da produção sustentável e da produtividade no país.

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Campo agrícola preparado no Bié

Foto: Leonardo Castro

Com efeito, o Ministério da Agricultura e Florestas desenvolve acções para reverter o estado actual dos Institutos de Investigação Agronómica e Veterinária, criados na década de sessenta e que, actualmente, carecem de recursos humanos, materiais e financeiros para o seu normal funcionamento.

A informação foi avançada esta sexta-feira, no município do Chinguar, província do Bié, pelo ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga, quando procedia à abertura do ano agrícola 2018/2019, em representação do Presidente da República, João Lourenço.

O ministro disse estarem em curso acções que visam a mudança de paradigma de investigação, com a introdução de uma nova cultura organizacional e de gestão, baseada numa abordagem em cadeias produtivas.

Referiu estar em curso o processo de implantação dos primeiros seis centros de investigação, nomeadamente de milho, feijão e soja (Huambo), o centro de investigação de mandioca, batata-doce e amendoim (Malanje), de gado de leite (Huíla), de caprinos e ovinos (Malanje), centro de investigação de café, palmar e cacau (Cuanza Sul) e o de investigação Bioveterinária, na província do Huambo.

Para reforçar os recursos humanos para a investigação, informou que deverão ser contratados especialistas nacionais e internacionais, bem como está em curso um plano de formação de quadros aos níveis de pós-graduação.

País gasta mais de três mil milhões de dólares na importação de alimentos

Na sua intervenção, de cerca de 40 minutos, o governante reconheceu que o sector padece de alguns problemas, cujos efeitos principais são o défice de produção de alimentos, que obriga o país a gastar mais de três mil milhões de dólares na importação de alimentos.   

O governante citou o êxodo dos jovens das áreas rurais para as cidades, as dificuldades de operação de muitas indústrias por falta de matérias-primas, o abandono de quadros do sector devido aos baixos salários praticados e as dificuldades da vida nos municípios, comunas e fazendas que o sector deverá reverter com a maior brevidade possível.  

O ministro Marcos Nhunga reconhece, entretanto, que o sector tem dado passos importantes nos últimos anos com o aumento da produtividade, numa clara referência aos anos agrícolas 2016/2017, graças ao empenho dos agricultores das várias categorias e à sua criatividade, bem como o esforço dos técnicos das instituições do Estado e do sector privado e organizações não governamentais.

“É inegável o aumento da produção nacional, visível nas grandes superfícies e noutros estabelecimentos comerciais, bem como no aumento assinalável de mercados informais ao longo das estradas, apesar do mau estado que muitas delas ainda apresentam”, vincou.   

Deu a conhecer, por outro lado, que as políticas definidas pelo Executivo, no quadro do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, o sector desenvolveu, entre outras, o reforço das direcções com técnicos com experiência no terreno, implementou programas produtivos nos domínios agrícola, pecuário, florestal e do café, bem como regularizou a exploração e exportação da madeira que estava atingir proporções preocupantes devido a práticas ilegais altamente nocivas para o interesse nacional.

O ministro assinalou, também, a facilitação do acesso e redução dos preços dos fertilizantes, pondo-se fim a uma prática que penalizava os agricultores e o país com as importações à última da hora, a ampliação da prática de correcção da acidez dos solos e o incentivo à produção e uso de fertilizantes orgânicos, a par do incremento do número de escolas de campo (mais de 1500).

Há cerca de um ano, o Presidente da República, João Lourenço, inaugurava, no município de Cachiungo, na província do Huambo, poucos dias depois da sua tomada de posse, a campanha agrícola 2017-2018.

Com este acto, segundo o ministro Marcos Nhunga, o mais alto magistrado da Nação deu um sinal à sociedade do seu compromisso em atribuir prioridade ao sector produtivo, em particular à agricultura, pecuária e florestas, numa perspectiva de se aumentar e melhorar a produção de alimentos, fomentar o emprego e melhorar as condições de vida nas zonas rurais.

Presenciaram a abertura do ano agrícola 2018/2019, decorrido sob o lema “ Agricultura Rumo a Auto-Suficiência Alimentar e Promoção das Exportações, auxiliares do Titular do Poder Executivo, deputados, os governadores das províncias da Huíla, Luís Nunes, do Cuanza Sul, Eusébio de Brito Teixeira, bem como representantes das organizações da sociedade civil, entidades eclesiásticas, tradicionais e demais convidados.

Assuntos Agricultura  

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