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17 Outubro de 2018 | 13h37 - Actualizado em 17 Outubro de 2018 | 13h37

Caçadores furtivos arruínam fauna e flora do Bicuar

Matala - Indivíduos e grupos organizados estão a caçar no parque Nacional do Bicuar com armas de fogo automáticas e a queimar a vegetação, pondo em risco a recente população de animais alojadas na reserva.

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Administrador do Parque Nacional do Bicuar, José Maria Kandungo

Foto: José Krithinas (arquivo)

Infra-estrutura do parque do Bicuar

Foto: Morais Silva

A denúncia é do administrador, José Maria Kandungo. O gestor acusa os caçadores furtivos de realizarem queimadas para encurralar os animais e facilitar a sua actividade, já que a maior parte deles usa material de guerra para alcançar os seus intentos.   

Neste momento, o parque do Bicuar tem a sua zona norte vulnerável, com frequência da saída de animais de pequeno porte como bambis e javalis - uma área fronteiriça com algumas lavras e comunidades, que facilitam os caçadores furtivos.

Os animais ao saírem para as lavras localizadas na comuna do Ombo (município de Quipungo), que ligam a Capelongo (Matala), a tendência os caçadores abatem-nos, mesmos no interior dos campos agrícolas, causando mais perda de animais que poderiam reproduzir e enriquecer a fauna no parque.

A situação mais difícil que se têm registado, segundo o gestor do parque,  é o acesso elevado a armas de fogo que até hoje prolifera nas mãos da população, cuja origem tem sido difícil de identificar.

Para se controlar o acesso e o uso das armas de fogo, a direcção do parque tem dialogado com as comunidades, autoridades tradicionais e a polícia do Quipungo e Matala.

 Outra necessidade apontada pelo administrador é de abertura de picadas no interior do parque, para servir de tampão aos incêndios. A zona mais vulnerável a incêndios tem sido a de Tchicacusse na parte sul do parque.

É uma área vulnerável, não de caça, mas pela extensão, pois os fiscais disponíveis não conseguem controlar o fogo, por falta de equipamentos e pela facilidade como se propaga, pois as constantes chuvas da época passada fez crescer muito e vegetação.

Uma picada dentro do parque para travar o fogo no mínimo tem de ter oito metros de largura e para fazer 100 a 500 quilómetros de picada têm de ter uma máquina adequada para tal. Em função desse quadro a administração tem trabalhado com dois tractores que não respondem  às necesidades.

José Maria Kandungo entende que enquanto o parque não ter picadas abertas na dimensão técnica exigida, todos os anos vai sofrer problemas de incêndios, embora estejam em conversas com o Ministério do Ambiente para poder adquirir máquina para travar o fogo, nos orçamentos disponibilizados para o espaço.

O Parque Nacional do Bicuar encontra-se a 165 quilómetros da cidade de Lubango, na Província da Huíla, numa área de sete mil e 900 quilómetros quadrados, tendo como limites os municípios de Quipungo, Matala, Chibia e Gambos.

O parque foi estabelecido como reserva de caça em 1938 e elevado a parque nacional em Dezembro de 1964. Uma das espécies existentes com maior relevância é o búfalo negro e a flora é bastante diversificada.

Assuntos Ambiente   Fauna   Flora   Província » Huíla  

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