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26 Outubro de 2018 | 07h23 - Actualizado em 26 Outubro de 2018 | 05h37

Alto custo de produção de bens dificulta actividade empresarial

Luanda - O alto custo de produção de bens e serviços, bem como a cedência desigual de crédito para investimento tem dificultado a expansão e o desenvolvimento do sector empresarial no país, facto que inibe o surgimento de novos investimentos em Angola.

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Max Alier - Representante do FMI em Angola - Arquivo

Foto: Rosário dos Santos

Presidente da AEBRAN, Arlete Holmes - Arquivo

Foto: Henri Celso

Além destes factores, maior parte dos empresários também têm dificuldades de recuperar o capital investido em vários sectores da economia angolana, por causa da perda do poder de compra das famílias, derivada da constante depreciação da moeda nacional (Kwanza), segundo o empresário brasileiro residente em Angola há 28 anos, Mário Alexandre.

O empresário, que falava quinta-feira à imprensa, no final de uma palestra com o tema "Angola: Perspectivas económicas de curto e médio prazo", apontou ainda a escassez do Kwanza no mercado nacional como outro factor que tem dificultado os empresários a adquirem divisas para importação de matéria-prima no exterior.

"A escassez e depreciação do Kwanza, bem como a falta de financiamento (crédito/empréstimo bancário), também tem dificultado a aquisição de matéria-prima no mercado nacional e estrangeiro, para desenvolver a minha actividade empresarial", afirmou o empresário com investimentos em vários sectores da economia nacional, com maior destaque ao alimentar.

Na ocasião, os empresários, entre angolanos e brasileiros, também foram unânimes em apontar o constante aumento do custo de produção nacional e o repatriamento de lucros dos estrangeiros como os principais problemas que continuam a enfermar a actividade empresarial no país.

Diante deste dilema, além das reformas económicas que estão a ser feitas pelo Executivo angolano, é necessário que se resolva urgentemente as questões pontuais que dificultam a actividade das pequenas, médias e grandes empresas, com vista a alavancar a economia nacional, de acordo com os empresários participantes da palestra realizada pela Associação de Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (AEBRAN).

O tema da actividade "Angola: Perspectivas económicas de curto e médio prazo" foi dissertado pelo representante residente do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Angola, Max Alier, que destacou a provação da primeira Lei da Concorrência e entrada em funcionamento do Imposto de Valor Acrescentado (IVA), no próximo ano, como as principais reformas do Executivo angolano.

Afirmou que a economia mundial ainda apresenta uma robustez, apresentando uma projecção de crescimento na ordem dos 3,7% neste ano e em 2019, facto que, entre vários países, poderá ajudar no crescimento económico de Angola.

Por outro lado, a presidente da AEBRAN, Arlete Holmes, disse que a actividade denominada "Happy Hour", que junta periodicamente empresários de várias nacionalidades, tem como objectivo interagir e trocar ideias de negócios, constituindo numa oportunidade de aprendizado e recolha de informações, para que os empreendedores possam tomar decisões estratégicas.

"A entrada do FMI num país gera expectativas e especulações. Ninguém melhor que o representante residente do FMI em Angola para nos falar sobre o que, nos próximos anos, podemos esperar em relação à economia", acrescentou.

A AEBRAN  controla mais de 50 empresas e executivos em Angola que actuam em vários ramos da actividade económica. Esta associação tem como principal objectivo auxiliar e fornecer ferramentas para uma gestão eficaz e planeada para os seus associados e parceiros.

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