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25 Janeiro de 2019 | 16h18 - Actualizado em 25 Janeiro de 2019 | 16h18

Comércio prevê crescimento de 5,8%

Luanda - O Ministério do Comércio prevê um crescimento médio dos serviços mercantis, que engloba o comércio, transportes e correios, de 5,8 por cento/ano, com a implementação do seu Plano de Desenvolvimento 2018/2022, em auscultação pela classe empresarial.

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Interior de um supermercado em Luanda

Foto: Angop(arq)

O sector do comércio está atento ao crescimento demográfico no território angolano, com taxas médias anuais de 3,1%, o que elevará para 33,1 milhões de habitantes a população do país até 2022.

Não obstante esta perspectiva de evolução, o sector do Comércio, de acordo com o seu  secretário de Estado, Amadeu Leitão Nunes,  apresenta hoje um conjunto de desafios associados ao comércio interno e externo, nas vertentes da procura, oferta e regulação, que devem ter resposta nos próximos cinco anos.

Os  serviços mercantis  em  Angola registaram uma evolução  significativa no período de 2007 a 2017, tendo-se observado um  crescimento de 109%, totalizando 86 mil e 496 estabelecimentos.

As  redes comerciais grossistas e retalhistas, em todo o território, são constituídas por 53 mil e 171 estabelecimentos comerciais. Face ao ano 2007, registou-se um aumento de cerca de 17 mil e 500 estabelecimentos.

 “ Esta evolução positiva é  fruto das políticas públicas do Executivo que fomentaram o aparecimento e desenvolvimento de novos grossistas e retalhistas, centros de logística e em paralelo de redes de comercialização”, referiu Amadeu Leitão no encontro de  auscultação ao sector privado, no âmbito do Plano de Desenvolvimento do Sector, 2018/2022.

Tal crescimento teve maior  evidência,  na  zona  norte do País, impulsionada pela província de  Luanda,  seguida da  zona  sul e centro de  Angola.

Suportado pela  Lei  n.º1/11, de 14 de Janeiro - Base do Regime  Geral do Sistema  Nacional de Planeamento e o Plano de  Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018/22, o Plano de Desenvolvimento Nacional do  Sector do Comércio  prevê  o   escoamento  e a integração  da oferta  nos circuitos de comercialização  internos  e  externos,  aproveitando  as oportunidades de integração da SADC.

A matriz de oferta nacional actual apresenta ainda uma elevada dependência de produtos importados, situação que poderá mudar,  gradualmente, no próximo quinquénio, através de uma maior aposta na produção nacional, agrícola, piscatória e industrial.

Para o efeito, segundo o  secretário de  Estado, será fundamental continuar a melhorar as condições para o desenvolvimento do sector produtivo nacional,  não apenas a montante através da garantia de disponibilidade de matéria-prima (ainda maioritariamente dependentes de importações,  mas também a jusante, através de uma rede comercial eficaz, permitindo o escoamento da referida produção.

Neste âmbito, também surgem os desafios associados à comercialização da produção rural, atendendo à desconexão entre as zonas de produção (interiores e rurais) e as principais zonas de consumo, maioritariamente concentradas nas regiões litorais ou nas capitais de províncias, com destaque, para Luanda.

A rede comercial em Angola, actualmente,  caracteriza-se  em três canais distintos com desafios e especificidades próprios, como o canal “informal”, o  “tradicional” e o canal da “distribuição moderna”.

A informalidade na economia, para Amadeu Leitão continua a ser um dos principais desafios ao nível do comércio, sendo contudo reconhecida a capacidade de alcance deste a todos os extractos da população.

Já o  comércio “tradicional”  tem sido influenciado pelas iniciativas de formalização que têm ocorrido na economia, verificando-se uma evolução quer nos formatos de retalho individual, quer na migração dos feirantes informais para estruturas de mercados organizados.

Os acordos comerciais internacionais que têm sido celebrados por Angola representam, de igual modo, uma das prioridades do Governo até 2022.

Esses acordos implicam  uma preparação cuidada dos produtores nacionais, dada a potencial entrada da concorrência de produtores regionais, mas também como uma oportunidade de exportação para estes, no acesso em condições diferentes a novos mercados regionais.

Medidas de simplificação dos procedimentos de comércio externo e acções de sensibilização e preparação dos operadores económicos nacionais para as oportunidades da abertura de Angola ao exterior, com particular destaque para a SADC, também estão em curso.

Agentes económicos de várias regiões do País e associações comerciais estão a participar deste processo de auscultação.



 

Assuntos Comércio  

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