Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Economia

21 Janeiro de 2019 | 16h36 - Actualizado em 21 Janeiro de 2019 | 16h36

Projectos de aquicultura podem paralisar no Ibêndua e Úlua

Caxito - O elevado preço da ração e a má gestão está a dificultar a continuidade dos projectos de fomento da aquicultura nas comunidades da Ibêndua e do Úlua, no município do Dande, província do Bengo.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Lançado pelo  Ministério das Pescas  em 2015, o projecto da aquicultura  na localidade da  Ibêndua  tem uma produção semestral estimada em três toneladas  e um rendimento de cerca  de um milhão de kwanzas.  

Orçada em cerca de 15 milhões de kwanzas, a iniciativa contempla seis tanques de engorda com um ciclo anual de produção de 5 a 6 meses  que consome  neste período 150 sacos de ração.

Em declarações hoje à Angop, o presidente da cooperativa Twala Ku Moxi, da Ibêndua, Jacinto de Carvalho, explicou que a falta de ração, o furto de uma grande quantidades de peixe em Março de 2017 e  o desentendimento entre os associados estão a condicionar a sustentabilidade do projecto.

“Desde que o projecto arrancou, os associados  ainda não tiveram  benefícios.  O dinheiro da primeira comercialização está no banco, mas não conseguimos levantar”, lamentou.

já o projecto do Úlua, lançado em 2016, para reprodução de peixe em gaiolas flutuantes,  desde que terminou o primeiro ciclo de produção, em Fevereiro de 2018,  tem enfrentado dificuldades ligadas também  à falta de ração e de dinheiro para a compra de alevinos  para o 2º ciclo de povoamento.  

Orçado em cerca de nove milhões de dólares,  o projecto comporta 15 gaiolas,  distribuídas  por  cinco cooperativas e produzia anualmente cerca de 13 toneladas de tilápia.

“O fundo da cooperativa é insuficiente para o sustento do projecto,  pois a criação de peixes na lagoa requer muitos custos.  Das 15 gaiolas apenas quatro estão a produzir e temos remanescente do 1º ciclo de produção com aproximadamente dois mil peixes, mas necessitamos de apoio material e  financeiro, quer seja do governo, quer de uma empresa que nos dê a ração e povoe as gaiolas  para levarmos avante o 2º ciclo”,  disse o presidente da cooperativa Ngandu, do Úlua, Francisco Fernando.

Sem  valores,  os dois empresários consideram que a falta de apoio poderá levar os projectos à falência e colocar muitas famílias em estado de pobreza.

O  director do provincial da Agricultura e Pescas do Bengo, Faustino Quissaque Ngonga, reconheceu o que a má gestão e o alto custo da ração está a perigar a continuidade dos projectos e, por isso, o sector pretende fazer um treinamento  de fabricação artesanal de ração animal para equilibrar com a ração convencional.


 

Assuntos Pesca   Província » Bengo  

Leia também
  • 31/01/2019 02:14:10

    Projecto de ouro arranca na província do Bengo

    Caxito - O projecto de ouro denominado "TIANDAIMANING", na comuna do Ngombe, município de Nambuangongo, província do Bengo, numa área de cinco quilómetros quadrados, prevê entrar em actividade em Agosto deste ano, com uma produção anual, na primeira fase, de 180 quilogramas.

  • 30/01/2019 16:20:07

    Aumenta captura de pescado no Huambo

    Huambo - Oitenta e uma toneladas de peixe de várias espécies foram capturadas, no ano de 2018, em alguns rios e lagoas da província do Huambo, por pescadores artesanais, mais 14 toneladas em comparação ao idêntico período anterior.

  • 30/01/2019 01:14:52

    Salineiras do Ambriz necessitam de 60 milhões de Kwanzas

    Caxito - As salineiras Capulo, Natércia e Filhos no município do Ambriz, província do Bengo, necessitam de cerca de 60 milhões de Kwanzas para pôr em funcionamento 24 hectares que estão sem produzir.

  • 29/01/2019 17:49:19

    Pescadores chineses e vietnamita condenados por pesca ilegal

    Caxito - Cinco cidadãos chineses e um vietnamita, comandantes de embarcações que exerciam ilegalmente a pesca na Barra do Dande, foram condenados pelo Tribunal Provincial do Bengo a pena de um mês de prisão e a expulsão do país.