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31 Janeiro de 2019 | 15h53 - Actualizado em 31 Janeiro de 2019 | 16h08

Angola tem produção significativa de manga

Luanda - Angola não necessita de importar mais produtos como manga, milho e feijão, por serem culturas que abundam no país e por haver condições para produzi-las em grande escala, afirmou nesta quinta-feira, o secretario de Estado da Agricultura e Florestas, José Bettencourt.

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De acordo com o responsável, que falava no Iº seminário sobre os desafios e perspectivas do agronegócio em Angola, organizado pela Academia BAI, o decreto presidencial 23/19 prioriza a substituição das importações, tendo em conta o aumento da produção de alguns bens, com destaque para o milho que atingiu mais de dois milhões de toneladas/ano.

Sem avançar a quantidade dos outros produtos, o responsável sublinhou que as frutas, particularmente a manga, a banana e o abacaxi, são produtos que não necessitam de ser importados.

Em relação às leguminosas, disse que o país produz anualmente 350 mil toneladas.

Quanto ao arroz, referiu que o país continua a importar em grandes quantidades, mas há condições para que o país produza este e outros cereais para dar resposta ao consumo interno, ou pelo menos criar condições para fazer descasques cá no país.

Embora o país tenha grande défice na produção de óleo alimentar, tem condições para o cultivo do girassol, soja e outras culturas que servem de matéria-prima, sendo que a estratégia do Governo, no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportação e Substituição das Importações (Prodesi), vai nessa direcção do aumento da produção.

"É importante falar do agronegócio em todas as suas vertentes, desde a produção agrícola até a produção industrial por serem aspectos que a sociedade deve discutir em parceria com o governo com vista a solucionar os problemas ligados a agricultura no país", disse.

A este respeito, disse que o ministério tem estado a trabalhar com os empresários do sector, camponeses, criando condições de trabalho, facilitando o acesso aos insumos agrícolas com vista o aumento da produção nacional no curto prazo.

Para si, há a necessidade da auto-suficiência em alguns produtos, porque o país gasta muito dinheiro com as importações de produtos básicos, como milho, feijão, arroz, algumas frutas, entre outros, que constituem em desperdício de divisas que deviam servir outros sectores, como a saúde e a educação.

O país é potencialmente rico, acrescentou, daí a necessidade de se olhar mais para dentro e começar a potenciar os pequenos agricultores, com prioridades para as culturas do milho, feijão, as farinhas de milho e bombo, arroz e outros cereais, para substituir as importações.

           

Assuntos Agricultura  

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