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01 Fevereiro de 2019 | 20h07 - Actualizado em 01 Fevereiro de 2019 | 20h06

Construção da barragem de Baynes estimada em USD 1,2 mil milhões

Cacuso - A construção da barragem hidroeléctrica Binacional de Baynes, com início previsto para 2021, no rio Cunene, fronteira entre Angola e a Namíbia, está estimada em 1,2 mil milhões de dólares, avançou hoje (sexta-feira), em Malanje, o ministro angolano da Energia e Águas, João Baptista Borges.

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Para tal, cada Estado deverá empregar 50 por cento do valor acordado, segundo o ministro, que falava no final da 29ª Reunião da CTPC (Comissão Técnica Permanente Conjunta para o Rio Cunene), que visou analisar os estudos em curso para a construção da referida barragem, no âmbito da optimização dos recursos hídricos partilhados entre os dois países.

O projecto, que contará com financiamento público-privado, de modo a que os dois Estados não tenham sobrecarga nos seus orçamentos, terá duração de sete anos e contempla, além do empreendimento hidro-eléctrico, a construção de estradas e de outras linhas de interligação entre Angola e a Namíbia, confirmou João Baptista Borges.

Nesta fase, disse estar em curso um aturado trabalho de impacto ambiental, bem como o estudo de viabilidade técnico-económico, que vai culminar com o lançamento do concurso do projecto e consequente contratação do empreiteiro, em 2020.

Por outro lado, o ministro destacou a importância da construção da barragem de Baynes, no desenvolvimento de vários projectos localizados na parte norte da Namíbia e sul de Angola, que carecem de energia eléctrica.

Na mesma pespectiva, alinha o ministro das Minas e Energia da Namíbia, Tom Alweendo, considerando que a efectivação deste projecto vai ajudar na industrialização de ambos os Estados, cujo impacto vai se reflectir também ao nível dos outros países da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) e dos seus cidadãos, em particular.

A 29ª Reunião da CTPC (Comissão Técnica Permanente Conjunta para o Rio Cunene) teve a duração de cinco dias e juntou delegados do Ministério da Energia e Águas de Angola e do das Minas e Energia da Namíbia.

Participaram ainda do encontro, o Embaixador da Namíbia em Angola, Patrick Nandago, o governador provincial de Malanje, Norberto Fernandes dos Santos “Kwata Knawa”, entre outras entidades.

Segundo estudos já realizados, o Aproveitamento Hidroeléctrico de Baynes será constituído por uma barragem de enrocamento com face de betão, com 200 metros de altura, mil e 25 de comprimento de coroamento, 40 quilómetros de albufeira e uma área inundada 58,15 km quadrados, num nível de pleno armazenamento.

A central de geração terá uma potência de 600 MW, sendo 300 MW para Angola e 300 MW para a Namíbia e havia sido aprovada pelos dois governos em Novembro de 2014, no quadro de um estudo de viabilidade concluído em 2013.

 

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