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13 Novembro de 2019 | 21h11 - Actualizado em 14 Novembro de 2019 | 10h44

Governo lança programa de revitalização da cultura do café

Mundo - O ministro da Agricultura e Florestas, António de Assis, procedeu hoje, quarta-feira, no município do Mungo (Huambo), ao lançamento do Programa de Revitalização da Cultura do Café Arábica no sector familiar, com o objectivo de contribuir para as estratégias de combate à pobreza e, ao mesmo tempo, garantir a segurança e a qualidade alimentar.

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Governadora da província do Huambo, Joana Lina, procede à plantação de café

Foto: Aurélio Janeiro

Governo lança programa de revitalização da cultura do café

Foto: Aurélio Janeiro

Decorrido na aldeia de Beteleme, 157 quilómetros da cidade do Huambo, o acto, testemunhado pela governadora do planalto central, Joana Lina, ficou marcado pela distribuição de 15 mil mudas de café arábica a 30 famílias camponesas desta localidade, que possui três mil moradores que têm a agricultura como fonte de sustento.

O programa vai beneficiar, numa primeira fase, os municípios do Bailundo, Chicala-Cholohanga, Londuimbali, Huambo e Mungo, com a selecção de 30 famílias camponesas de cada uma das localidades, num total de 150, com vista a evitar a monocultura e a criar sustentabilidade dos sistemas de produção no país.

Na época colonial, estes municípios eram capazes de produzir mil e 600 toneladas de café comercial, cultivadas numa extensão de cinco mil hectares de terras.

Na ocasião, o ministro da Agricultura e Florestas, António de Assis, disse tratar-se de um projecto de “extrema importância”, sobretudo quanto ao aumento do rendimento económico-financeiro das famílias, daí a razão de os camponeses cuidarem bem das plantas, para que elas possam dar os frutos desejados.

“A partir deste momento, as famílias que se beneficiaram de uma muda de café devem ter em conta que receberam mais um filho. Então, precisam de saber se esse filho precisa de alguma coisa ou de correcção para crescer de forma saudável e a família sentir o orgulho de ter um membro capaz de resolver os seus problemas”, elucidou.

Deste modo, o governante pediu aos camponeses para estarem mais unidos e coesos, para fazer face aos desafios da diversificação económica e combate à pobreza, pois que o café é uma cultura de rendimento que, além de aumentar a possibilidade de as famílias ganharem mais dinheiro, pode potenciar o sector industrial.

IDA - motor da agricultura  

Noutra parte da sua intervenção, o ministro da Agricultura e Florestas realçou que os técnicos do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) devem estar bem capacitados, para melhor contribuírem para a eficiência e eficácia do programa de desenvolvimento rural, numa altura em que o país se debate com a falta de fertilizantes.

Lembrou que Angola precisa, anualmente, em média, 170 mil toneladas de fertilizantes ou, no mínimo, 75 mil, para fazer face às necessidades do sector, daí a razão de estes profissionais serem mais patriotas, responsáveis, dedicados e rigorosos na gestão dos meios postos à disposição, para tornar a agricultura na base da economia nacional.

António de Assis referiu que os extensionistas têm a missão de transmitir conhecimentos técnicos aos camponeses, a fim de aumentar a produção das principais culturas que concorrem para a redução da pobreza, sobretudo agora com a implementação do programa de revitalização do café.

Segundo dados do Instituto Nacional do Café (INCA), na presente campanha agrícola serão disponibilizadas 80 mil mudas, sendo 15 mil da variedade “Acauã Novo” e 65 mil da espécie “Mundo Novo”.

Trajectória do café em Angola

No passado, o café ocupou um lugar de destaque na economia de Angola, tendo sido considerado o principal produto de exportação, atingindo elevadas quantidades e posicionamendo o país na posição de 3.º maior produtor a nível internacional, em 1974, e o primeiro de exportação em Angola, em 1975.

Actuamente, a produção é incipiente, dominada por empresas agrícolas familiares com plantações de baixa produtividade e dificuldades de acesso ao mercado. Trata-se de um café robusto, devido à existência de zonas do país com características edafo-climáticas propícias ao desenvolvimento desta espécie: Bengo, Cabinda, Cuanzas Sul e Norte, bem como o Uíge, enquanto o café arábica aprece em pequenas quantidades em Benguela, Bié e Huambo.

Assuntos Província » Huambo  

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