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30 Dezembro de 2019 | 18h02 - Actualizado em 30 Dezembro de 2019 | 17h10

Sector das Pescas aposta na investigação

Luanda - O lançamento do primeiro navio subaquático de investigação científica, em Agosto, para a conservação e a utilização dos oceanos, mares e recursos pesqueiros, marcou as realizações do sector das Pescas no ano de 2019.

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Angola acaba com dependência de investigação científica a nível pesqueiro

Foto: clemente dos Santos

(Por Jaime Reais)

Trata-se do navio “Baía Farta”, com um custo de aquisição avaliado em USD 80 milhões, que possui tecnologia da terceira geração.

A chegada do navio, que tem tecnologia para operar toda a costa marítima angolana,  põe fim a mais de três décadas de dependência na investigação marítima.

Com 74 metros de comprimento, a embarcação tem capacidade para prestar assistência científica a outros países vizinhos, sempre que solicitado.

Consta com uma sala acústica, quatro laboratórios, um ginásio, camarotes duplos, cozinha, área de serviço e 15 monitores de comando.

Outro evento relevante no ano 2019 foi a realização da 3ª edição da Feira Internacional das Pescas e Aquicultura (FIPEA/2019), que congregou mais cem empresas do sector.

  

O evento permitiu reflectir sobre novas projecções e metas prioritárias para o sector das pescas e do mar, com soluções pragmáticas, e imprimir novas forças de negócios.

Possibilitou igualmente a promoção e comercialização de pescado, artefactos de pesca, maquinaria, acessória a baixo custo e negócios para proporcionar melhoria da renda aos armadores, piscicultores, processadores, cooperativas e outras organizações do sector.  

Outro tema de destaque no sector foi a apreensão de 14 embarcações, pelo Serviço Nacional de Fiscalização de Pesca e Aquicultura, devido à prática de pesca ilegal, como resultado da Vigilância e Fiscalização Marítima no âmbito da Operação Mar Seguro.

  

As referidas embarcações incorreram nos crimes de desobediência, violação de normas marítimas, de pescas, normas ambientais, sanitárias, tributárias e aduaneiras.

  

Noutro domínio, fez eco a implementação de novos projectos da linha de financiamento da Coreia do Sul, avaliado em USD 57 milhões, que visam aumentar a capacidade de processamento de pescado na Empresa Distribuidora dos Produtos de Pesca (Edipesca).

Com o financiamento, a Edipesca prevê ampliar a capacidade de processamento, de mil e 800 toneladas para três mil/ano, além de aumentar a capacidade em termos de pescado e câmaras frigoríficas.

De igual modo, fez destaque a assinatura do memorando de entendimento entre Angola e Portugal, que prevê a troca de experiência entre os dois países no domínio das Pescas.

Ainda nesse domínio, Angola rubricou, em Gaberone (Botswana), a Carta que cria o Centro Regional de Coordenação da Fiscalização, Controlo, Vigilância da Pesca (MCSCC) da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a ser estabelecido em Maputo, Moçambique.

A Carta foi aprovada pelo Conselho de Ministros da SADC, em Agosto de 2017, em Pretória, África do Sul, tendo como objectivo proporcionar um quadro legal para o estabelecimento e a operacionalização de uma instituição que coordenará medidas relacionadas com a monitorização, controlo e vigilância da pesca na região da SADC.

Em termos de perspectivas, prevê-se para 2020 a criação da Agência Nacional de Observadores de Pesca, que tem por objectivo controlar os processos de descargas e melhorar os processos de observação e fiscalização da actividade pesqueira no país.

Assuntos Angola  

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