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06 Dezembro de 2019 | 20h12 - Actualizado em 09 Dezembro de 2019 | 18h01

Angola assume vice-presidência da OPEP

Luanda - O ministro dos Recursos Minerais e Petróleos da República de Angola, Diamantino Azevedo, foi eleito nesta sexta-feira, em Viena (Áustria), vice-presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), instituição que será presidido pelo ministro da Energia da Argélia, Mohamed Arkab.

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Plataforma petrolífera - Arquivo

Foto: Angop

Diamantino Azevedo, Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos

Foto: Manuel Zamba

Os dois ministros, que vão liderar o cartel durante o ano 2020, foram eleitos para os respectivos cargos durante a 177ª Reunião da Conferência de Ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que decorre desde quinta-feira última, na Áustria.

Angola já líderou a OPEP em 2009, dois anos depois de aderir o cartel (2007), cujo presidente foi na altura o ex-ministro dos Petróleos, Desidério Costa, que foi coadjuvado pelo ex-ministro de Minas e Energia do Equador, Galo Chiriboga.

Nesse período, Angola também era o maior produtor de petróleo em África, com uma produção estimada em 1,9 milhões de barris/dia.

Outras novidades da Conferência da OPEP em 2019

Além da eleição dos líderes africanos na presidência da OPEP, nessa reunião a novidade também recai aos lusófonos, com a participação, pela primeira vez, do Brasil como membro observador do mecanismo de cooperação entre os membros do cartel e Não-OPEP.

Nessa conferência, a África do Sul tambémb participa como observador do mecanismo de cooperação da OPEP e Não-OPEP.

Na ocasião, o ministro Diamantino Azevedo foi o primeiro a trocar impressoes com o secretário da Missão Diplomática Brasileira em Viena.

"Viemos para participar como observador e relatar ao país que está interessado em contribuir para o esforço comum de estabilização do mercado peteolifero", declarou André João Rypl em conversa com o ministro angolano dos Recursos Minerais e Petróleos.

Durante o evento, a OPEP decidiu ainda fazer um incremento de 500 mil barris por dia (mbpd) aos cortes definidos em 2018 (um milhão e 200 mbpd), com vista a estabilidade do preço do "ouro negro" no mercado internacional.

Para Angola, que manteve firme na sua posição de aumentar a produção petrolifera, os resultados foram positivos, pois “conseguimos manter a quota de 1.481 mil bpd, segundo Diamantino Azevedo.

A organização agendou para 5 de Março de 2020 uma conferência extraordinária, sendo que a próxima conferência ordinária ficou marcada para 9 de Junho, em Viena.

Em Setembro de 2020 serão assinalados, em Bagdad, os 60 anos desta organização.

Além de Angola, são membros da organização a Argélia, o Gabão, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria, Venezuela, Equador, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irão, Iraque, Kuwait e Qatar.

Entretanto, o ministro de Energia do Qatar, Saad Al-Kaabi, anunciou segunda-feira última, em Doha, que o seu país vai retirar-se da OPEP, em Janeiro. O Qatar é membro desta organização desde 1961.

Assuntos Economia   Petróleos  

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