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05 Dezembro de 2019 | 20h30 - Actualizado em 06 Dezembro de 2019 | 10h44

Índice de pobreza monetária sobe para 41 por cento em Angola

Luanda - Pelo menos 41 por cento dos angolanos (11.947.270 pessoas) vivem abaixo da linha da pobreza monetária, representando um aumento de cerca de quatro por cento, comparativamente ao ano 2008, que se cifrou em 37%.

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Angola regista aumento da pobreza monetária

Foto: Quinito Bumba

Director-geral do INE, Camilo Ceita - Arquivo

Foto: Pedro Parente

Os dados constam do Relatório Final do Inquérito de Despesas e Receitas (IDR/2018-2019), apresentado esta quinta-feira, em Luanda, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Desse número, pelo menos cinco milhões 303 mil 459 pessoas pobres (30 por cento) vivem em zonas urbanas, seis milhões 643 mil 811 (57%) nas áreas rurais.

Segundo o estudo, a receita mediana total em Angola é de 15 mil 454 kwanzas/mês, enquanto a fonte de receita mais frequente são as laborais, que rondam entre os nove mil 735 kwanzas.

“Em Angola, temos duas medições, em termos de pobreza: a pobreza multidimensional, que trata do acesso à educação, saúde, electricidade, ao saneamento básico, entre outros factores. Mas hoje tratou-se da pobreza monetária, ou seja, a quantidade de dinheiro necessária para cada um de nós acudir as nossas necessidades, quer da alimentação, quer dos produtos não-alimentares”, explicou o director-geral do INE, Camilo Ceita.

Em declarações à imprensa, a propósito do lançamento desse relatório, o responsável apontou as zonas rurais das províncias do Sul de Angola, como Cunene, Huíla, Cuando Cubango e Namibe, como as mais visadas em termos de pobreza.

Para as áreas urbanas, destacou as províncias do Cuanza Sul, Bié e Benguela, com as que apresentam maior incidência de pobreza, que se estima em 60 por cento.

Comparativamente às outras, Luanda destaca-se como a província com menos pobres, cuja taxa de incidência se cifra em volta dos 20 por cento.

“A linha da pobreza no país é de 12 mil e 500 kwanzas por mês, ou seja, 12 milhões de angolanos estão abaixo deste valor para acudir as suas despesas básicas alimentares e não-alimentares, correspondendo aos 4 por cento dos 30 milhões de habitantes”, esclareceu.

Para o responsável, em 2008, a linha de pobreza era de quatro mil e quinhentos kwanzas, augurando que houve uma evolução significativa, tendo reiterado que o país deve definir, de imediato, a sua linha de pobreza.

Questionado sobre as razões que levam esse aumento da pobreza, destacou, entre vários factores, a falta de infra-estruturas e o desemprego.

Além desse relatório, o director-geral anunciou a publicação, em Fevereiro de 2020, de outros dados sobre a pobreza multidimensional a nível de todas as províncias, tendo em conta que já se apresentou, neste mês, o índice de pobreza multidimensional a nível dos municípios.

Na ocasião, o director-adjunto do INE, Paulo Fonseca, a linha da pobreza só é possível ser calculada a partir do Inquérito sobre as Despesas e Receitas, realizado de 5 em 5 anos, uma vez que 2008 foi o último ano em que se realizaram estes resultados.

“Foi necessário actualizar o indicador que anteriormente versava em 37%”, disse.

O evento, decorrido no Anfiteatro Doutora Maria Ferreira, teve por objectivo divulgar o Inquérito sobre Despesas e Receitas (IDR2018-2019).

Realizado em todo o território nacional, o estudo teve duração de 12 meses, tendo iniciado a 05 de Março de 2018 e terminado a 05 de Fevereiro de 2019, com o objectivo de recolher dados sobre as características sócio-demográficas, educação e formação profissional, habitação, posse de bem, segurança alimentar, emprego, despesas e receitas, entre outros.

Assuntos Economia  

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