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22 Dezembro de 2019 | 06h53 - Actualizado em 22 Dezembro de 2019 | 02h00

Captura de pescado em Benguela atinge 72 mil toneladas

Luanda - Os níveis de captura de pescado na província de Benguela, até Outubro deste ano, cifraram-se em cerca de 72 mil toneladas, superando a safra piscatória anterior (2018), que registou perto de 65 mil toneladas, soube a Angop.

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Peixe Sardinha, vulgarmente conhecido como lambula

Foto: Rosario dos Santos

A quantidade de pescado registado neste ano ainda poderá aumentar para perto de 75 mil toneladas, quando incluir-se os dados estatísticos de Novembro e Dezembro, segundo o director do gabinete da agricultura, pecuária e das pescas de Benguela, José Gomes da Silva.

Em declarações à Angop, recentemente, em Luanda, justificou que o aumento dos níveis de captura de pescado registado na presente época piscatória é fruto do número considerável de empresas existentes na província de Benguela.

A província conta com aproximadamente 40 embarcações para a pesca semi-industrial e industrial, assim como duas mil 44 pequenas embarcações para a pesca artesanal.

Das 2.044 embarcações que apoiam a pesca artesanal nessa província, apenas cerca de 600 estão licenciadas, denunciou o responsável.

Conservação do pescado

Segundo a fonte, a província de Benguela é uma das regiões piscatórias do país que possui um número considerável de infra-estruturas para cacaptura, conservação, congelação e transformação do pescado (pescarias).

“Actualmente, Benguela tem uma capacidade de cerca de mil 850 toneladas de congelação por dia, e 12 mil 500 toneladas de conservação/dia, superando todas as províncias piscatórias do país”, afirmou.

De acordo com José Gomes da Silva, Benguela tem potencial suficiente de infra-estruturas e equipamentos de apoio à pesca artesanal, semi-industrial e industrial.

Com esse potencial, sublinhou, a província está bem servida com o número de empresas que tem, mas precisa de mais projectos/investimentos virados à produção do sal e  ao desenvolvimento da piscicultura.

Entretanto, apelou aos investidores interessados na criação de novas pescarias, por exemplo, a direcionaram os seus projectos em outras províncias do país, porque Benguela já tem suficientes infra-estruturas desse género.

Director desmente redes sociais

Questionado sobre as informações e imagens que circulam nas redes sociais, acusando a ministra das Pescas e do Mar, Maria Antonieta Baptista, como a proprietária de dois estaleiros navais em Benguela, o director José Gomes da Silva considerou infundadas tais informações e negou ter havido a envolvência da  titular da pasta nessas infra-estruturas navais, que são de empresas privadas.

“Essas informações não são verdadeiras. A ministra das Pescas e do Mar não tem nenhuma infra-estrutura de pesca em Benguela. Maior parte das infra-estruturas existentes na província são de empresas privadas” clarificou.

De acordo com o director, as infra-estruturas em causa são dois estaleiros navais, que ainda não foram inaugurados, erguidos de raíz por empresas privadas.

Esses estaleiros, afirmou, após a sua inauguração, irão dar um grande contributo à província de Benguela e outras regiões do país em termos de reparação naval.

Assuntos Economia  

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