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15 Março de 2019 | 21h27 - Actualizado em 15 Março de 2019 | 21h27

Agricultura traça estratégias para sustentabilidade dos projectos

Huambo - O ministério da Agricultura e Desenvolvimento Florestal está a traçar estratégias cuja execução vai permitir garantir a sustentabilidade dos projectos em curso no sector, no quadro do programa do aumento da produção agrícola nacional.

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Marcos Nhunga, Ministro da Agricultura

Foto: Clemente dos Santos

Ao confirmar o facto hoje, sexta-feira, em declarações à imprensa, na província do Huambo, no final da visita do vice-presidente do Banco Mundial para África, Hafez Ghanem, o ministro do sector, Marcos Nhunga, disse estar já em curso um plano de elaboração das estratégias afins.

Explicou que a intenção da criação da sustentabilidade dos projectos agrícolas faz parte das reformas em curso no país, no sentido de garantir a relevância da importância do sector no processo de desenvolvimento nacional.

Afirmou que os desafios do asseguramento da sustentabilidade dos projectos a serem executados têm em vista a salvaguardada da sua continuidade e garantia dos resultados esperados, impedido que os mesmo terminem com muita facilidade, como tem ocorrido.

Também fez saber que a falta de base financeira tem condicionado os agricultores nacionais a continuar a dar manutenção aos equipamentos adquiridos no quadro dos projectos ou adquirir outros em falta.

Por isso, segundo o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Florestal, é que urge a criação de projectos rentáveis, referindo que uma das prioridades é garantir a sustentabilidade do Projecto de Agricultura Familiar Orientada para o Mercado (MOSAP II), financiado pelo Banco Mundial e o Governo.

Afirmou que a implementação das caixas sociais comunitárias, que começam a funcionar no próximo ano, resulta das estratégias já traçadas, anunciando que as mesmas estão inseridas no MOSAP II, em desenvolvimento nas províncias do Huambo, Bié e Malanje.

Através das caixas sociais comunitárias, explicou o ministro, pretende-se que o dinheiro com que os agricultores participam na aquisição dos insumos se reverta, também, a favor da comunidade, para que quando o projecto terminar eles tenham uma base financeira que lhes permite continuar a trabalhar.

Informou que a finalidade desta medida e de outras que serão aprovadas nos próximos tempos é reestruturar as acções voltadas para o desenvolvimento das comunidades rurais, através da aposta na agricultura familiar, onde ainda a população é muito empobrecida.

Sobre o MOSAP II, em curso desde 2016, afirmou que está a ser bem executado, embora careça de melhorias quanto aos seus aspectos de gestão e assistência técnica, para o melhor acompanhamento das próprias culturas e uma maior organização do sistema da comercialização dos produtos produzidos pelos camponeses, entre eles o milho e o feijão.

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