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12 Março de 2019 | 18h32 - Actualizado em 12 Março de 2019 | 18h43

Limitação da frota na origem das "falhas" de voos da TAAG

Luanda - Os consecutivos reajustes na grelha de voos da TAAG - Linhas Aéreas de Angola - e frequentes cancelamentos de viagens nas rotas domésticas, desde 2017, têm a ver com a "indisponibilidade de aeronaves", informou o presidente da Comissão Executiva da companhia, Rui Carreira.

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Rui Carreira, PCE da TAAG

Foto: Gaspar dos Santos

“Muitas vezes acontecem avarias que colocam uma aeronave no chão por mais tempo do que o esperado. Então isso causa algum impacto na operação, forçando ao cancelamento, atraso ou adiamento de voos para outros dias”, disse o gestor em entrevista à Angop.

De acordo com o responsável, a companhia nacional de bandeira é uma empresa pequena, que dispõe neste momento de 13 aviões, tendo já vivido épocas de muitos apertos, pelo que não se deve dar ao luxo de ter aeronaves de reserva, sempre a espera que um avaria para repor.

“Temos de fazer um emprego total da nossa frota, porque quando acontece uma irregularidade grave numa aeronave, cria logo um forte constrangimento na nossa programação. Aquelas companhias que têm 60 a 80 aviões, como a Emirates, têm muito mais margem de manobras” reconheceu.

Pois, adiantou o presidente da Comissão Executiva da TAAG, “essas irregularidades vão continuar a acontecer muito mais vezes, e temos consciência, mas estamos todos a lutar para que a empresa cumpra com as suas obrigações na sua plenitude”.

Acrescentou que um dos elementos importantes da performance operacional da companhia é a fiabilidade dos aviões, com níveis muito altos, principalmente nas frotas modernas, que, a partir deste ano, começa a ser renovada com novos Boeing e Q400 da Bombardier.

“Os 737-300 são as aeronaves que menos avariam. Têm uma performance de fiabilidade de cerca de 98 por cento. Já os 737-700, que são as primeiras aeronaves, já apresentam uma fiabilidade inferior, mas que ainda é alta”, especificou o gestor.

Assuntos Aviação   Transporte  

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