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16 Abril de 2019 | 12h12 - Actualizado em 16 Abril de 2019 | 12h12

Criadores receiam conflitos na disputa por pasto nos Gambos

Gambos - A seca que as províncias do Cunene e parte do Namibe vivem está a forçar deslocamentos massivos de pastores e seus rebanhos em direcção à Huíla, situação que pode receander conflitos entre estes grupos, semelhantes aos ocorridos no período 2002 a 2006, que causaram dezenas de mortos.

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Gado bovino em zona de pasto

Foto: Estevão Manuel

Os pastores e seus rebanhos que saem do Cunene e Namibe deslocam-se, precisamente, em direcção às zonas da Taka, Kaíla e Vale do Chimbolelo, no município dos Gambos, província da Huíla para a transumância.

O processo de transumância são movimentos de costume entre os Himbas (Cunene), Mucubais e Muacahonas (Namibe), assim como os Ovamuila (Huíla), que buscam pastos em zonas mais verdejantes em épocas de seca, mas que nem sempre são recebidos por cordialidade pelos encontrados, daí o receio de conflitos.

Em declarações à Angop, nos Gambos, o secretário-geral da associação de criadores de gado, João Fernando Tyetekei, considerou preocupante o possível encontro entre criadores das três províncias, situação que no passado culminou com mortes, devido a contendas resultantes de disputas por áreas de pasto.

“Estamos a passar uma situação de crise e chuvas e o único sítio onde há pasto é o Vale do Chimbolelo, onde convergem pastores do Cunene e do Namibe, o que pode gerar conflitos, como os que ocorreram há mais de dez anos”, alertou.

“É situação perigosa”, disse o líder associativo, acrescentando que até agora estão a pastar na região mil e dezanove cabeças dessas províncias e os pastores já ergueram currais.”Mas temos informações de que outros estão a caminho e a disputa pelo pasto pode gerar conflitos e isso é inevitável, porque os nativos não se sentem confortados com isso”.

João Fernando Tyetekei fez saber que os criadores das províncias vizinhas estão a perder animais durante a caminhada e nos Gambos, apenas o Vale do Chimbolelo tem pasto, mas também já não chove há muito tempo.

O governo da Huíla dispõe de dois mil milhões de kwanzas, um financiamento aprovado pelo Presidente da República, João Lourenço, para mitigar os efeitos da seca na província, tendo como prioridade o município dos Gambos, onde serão reabilitados e construídos pontos de água, tanques banheiros para o gado, construção e reconstrução de mangas de vacinação.

O dinheiro será igualmente usado para a reparação das rotas de transumância nos Gambos, Chibia e Quipungo. Nestes dois serão construídos pequenos sistemas de apoio à veterinária.

A província da Huíla, concretamente nos municípios dos Gambos, parte de Quilengues, Chibia e Quipungo, regista irregularidades constantes de chuva, provocando estiagem.

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