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25 Abril de 2019 | 18h46 - Actualizado em 25 Abril de 2019 | 20h49

Apenas 30% de trabalhadores bancários são licenciados

Luanda - O sector financeiro bancário em Angola conta com mais de 23 mil empregados , 70% dos quais sem o ensino superior concluído, correspondendo a 16 mil e 100 trabalhadores, e seis mil e 900 graduados (30%), segundo um estudo do Banco Nacional de Angola (BNA).

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Administrador do BNA,Tavares Cristovão

Foto: Gaspar dos Santos

 O estudo, que cobriu 18 bancos e três instituições do sector não bancário, foi  apresentado esta quinta-feira pelo administrador para área do Capital Humano do BNA, Tavares Cristóvão, no Ciclo Anual de Conferências do banco central com tema  “O Capital  Humano no Sector Financeiro Angolano”.

 Tavares Cristóvão admitiu ser crítica tal situação, tendo em conta os desafios e exigências do sector e ao facto de os 30% corresponderem apenas seis mil e 900 licenciados.

 Apesar deste quadro, enfatizou que a licenciatura não é o único  indicador  a ter  em conta,  mas  sim,  um factor  de referência tendo em vista a pressão e exigências  que  se assiste, entre os quais,  as tecnologias.

 “ Uma graduação pode claramente facilitar o acesso, mas não é a  única opção, visto que o sector funciona com 70% de  colaboradores ainda sem  graduação”, referiu, afirmando que  tal indicador poderá reduzir dentro de dois a três  anos,  uma vez que  muitos deles frequentam o ensino superior.

 Do estudo feito, observa-se ainda uma redução do número de  colaboradores estrangeiros,   que  não passa da  casa dos 100.

O sector bancário angolano, disse, assiste a uma passagem do modelo tradicional dos seus serviços, para o digital, mudança que vai obrigar que o modelo anterior de captação de trabalhadores  profissionais, altere nos próximos tempos.

 Outra pressão tem a haver com as  adaptações às  regras  internacionais , como é o caso do  compliance,  que as instituições bancárias devem estar em  conformidades estas regras (de compliance).

  Por sua vez, a director do capital humano do Banco BAI, Irene Graça, defendeu a necessidade de  se  olhar  mais  para os desafios da  formação de  quadros, a fim de  se contribuir melhor neste campo.

 A título de exemplo, referiu que o BAI  está a desenvolver  um programa de  bolsa de estudos  que está a  oferecer um total de  100  bolsas,  para os  colaboradores  destacados em várias províncias  do País.

  Divido em dois  painéis, o encontro reuniu  representantes  de  instituições bancárias  e  não  bancárias, que partilharam  experiências ligadas sobre a  captação, desenvolvimento, retenção de  competências, capital humano  e a era  da digitalização.

Assuntos Economia  

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