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01 Maio de 2019 | 01h56 - Actualizado em 01 Maio de 2019 | 01h57

Instituto de Investigação Veterinária necessita de 800 quadros

Huambo - O Instituto de Investigação Veterinária, com sede na província do Huambo, enfrenta uma grande carência de quadros especializados em veterinária, biologia, zootecnia e agronomia, facto que limita o seu pleno funcionamento.

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A preocupação foi manifestada, terça-feira, nesta província, pelo director-geral da instituição, António José Lenine, durante a visita efectuada pelos deputados do círculo provincial, tendo admitido serem necessários, pelo menos, 800 quadros.

Actualmente, segundo o responsável, o instituto possui, apenas, 275 funcionários, entre técnicos e administrativos, distribuídos pelas 18 províncias do país, uma cifra muito aquém das exigências e necessidades da investigação científica no sector agro-pecuário.

Informou que entre os 275 somente 51 são técnicos superiores, muitos dos quais, infelizmente, sem formação específica para corresponder a vocação do Instituto de Investigação Veterinária.

Segundo António José Lenine, para mitigar esta carência de quadros tem-se recorrido, de quando em vez, à contratação de especialistas para prestação temporária de serviço, mas em número reduzido dadas as insuficiências financeiras.

“Por conta desta realidade, temos enfrentado várias dificuldades para poder responder os desafios da investigação científica, apesar de possuirmos laboratórios diversos apetrechados com meios de última geração”, lamentou.

Outra preocupação manifestada pelo director do Instituto de Investigação Veterinária tem a ver com a incapacidade de produzir vacina, alegando que os montantes financeiros não permitem desenvolver esta actividade.

Deu a conhecer que todos os meses o instituto recebe um milhão e 200 mil kwanzas, quantidade que, segundo ele, nem sequer cobre as despesas em termos de serviços para as instalações da direcção nacional, nos arredores da cidade do Huambo.

Tal facto, afirmou, é do domínio do Ministério da Agricultura, órgão de tutela, que tem envidado esforços na criação de condições necessárias para a retomada do processo de fabrico de vacinas contra as doenças animais, paralisado nos anos 1980.

António José Lenine disse, também, que a produção de vacinas contra a doença Newcastle, que afecta as aves, foi retomada em 2018, na província da Huíla, como consequência dos esforços empreendidos junto de instituições afins.

Apontou como desafio imediato a retoma da produção de vacinas contra a broncopneumonia  contagiosa bovina, a PPCB, os carbúnculos, sintomáticos e outras de combate de doenças que afectam, fundamentalmente, o gado bovino.

Apesar das suas limitações, o director-geral disse que o instituto, dentro das suas responsabilidades, tem cooperado com as instituições hospitalares no diagnóstico de algumas patologias humanas.

Por sua vez, o coordenador do grupo parlamentar do círculo provincial, Armando Capunda,  disse terem tomado boa nota das preocupações apresentadas, afirmando que os deputados locais tudo farão, no sentido de intervir junto das instituições afins para que as mesmas encontrem soluções, num curto espaço de tempo.

Considerou fundamental que o Instituto de Investigação Veterinária disponha de condições para que cumpra com as suas tarefas de investigação científica e produção de vacinas, de modo a contribuir no desenvolvimento do sector agro-pecuário, para que o sector tenha reflexos positivos no processo de diversificação da economia nacional.

A sede do Instituto de Investigação Veterinária foi inaugurada em 1965 e reinaugurada em 2015, dois anos depois da sua reabilitação das destruições do conflito armado que assolou o país.

Tem laboratórios de vacina e de veterinária e estação de zootecnia na província da Huíla, bem como laboratório e estação de zootecnia em Cabinda, Malanje, Namibe e Benguela.

Ainda dispõe de um laboratório em Luanda e outro no Cuanza Sul, sendo que nesta última província também funciona um centro de inseminação artificial.

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