Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Economia

16 Maio de 2019 | 21h36 - Actualizado em 16 Maio de 2019 | 21h35

Infra-estruturas integradas com 40 quilómetros asfaltados

Lubango - Quarenta quilómetros, dos 100 previstos, nas obras de infra-estruturas integradas da cidade do Lubango, capital da Huíla, estão completamente asfaltados, o que corresponde a 60 % por cento de execução física global.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

1 / 1

Huíla: João Dinheiro - coordenador do projecto das infra-estruturas integradas do Lubango

Foto: Morais Silva

Das 31 ruas previstas, até agora 16 foram intervencionadas, onde para além do asfalto, receberam melhorias nas redes técnicas, jardins, drenagem de águas residuais e passeios.

De entre elas se destacam um troço da Estrada Nacional número 105 até à centralidade da Quilemba, do Aeroporto Internacional da Mukanka à Eywa, do triângulo da Santa à rotunda do João de Almeida, assim como o troço do bairro ferroviário ao Banco Sol e da Avenida 4 de Fevereiro a rotunda do João de Almeida, a partir do Tchioco.

Em declarações à Angop, hoje, no Lubango, o coordenador técnico do projecto, João Dinheiro, afirmou que está concluída a reabilitação de 4,5 quilómetros no do bairro da Minhota, assim como da rotunda do Arco-íris à ponte do supermercado do Kero, com sinalização vertical e horizontal.

Nesta altura decorrem obras no troço 3,5 quilómetros que liga a escola 27 de Março à Senhora do Monte, assim como a terminar as da via que liga o bairro “Hélder Neto”, ao centro da cidade e desta à cervejeira N'gola (bairro da Mapunda), com 4, 3 quilómetros, onde está já erguida uma ponte, com 41 metros de extensão.

Para além da reabilitação e construção de estradas de raiz do projecto, João Dinheiro referiu que o mesmo reserva a construção de macrodrenagens em algumas zonas da cidade e está igualmente em curso a construção de um jardim no Aeroporto Internacional da Mukanka e a reabilitação do existente no Caminho-de-Ferro de Moçâmedes.

Estão também a ser edificados dois campos de futebol de salão e áreas de lazer para crianças em terrenos anteriormente baldios do bairro Santo António.

Em relação a possibilidade de encurtar o tempo para a conclusão das obras, previsto para Setembro de 2020, o engenheiro frisou que para atender as orientações, teriam de fazer apenas reabilitação ligeira em zonas contempladas pelo projecto que pede um trabalho mais profundo.

“O governo e o ministério não querem que se faça um projecto com curta duração, em todas as zonas está a se fazer trabalhos profundos, pois existem áreas que estavam previstas fazer uma reabilitação ligeira, mas ao fazer sondagens que é um trabalho preliminar para verificar se as bases estão todas como deve ser, não corresponde com o que se pretende, tem de retirar aquelo solo e com isso não vamos conseguir concluir esse projecto antes dos 36 meses”, disse.

Salientou que por grande parte das estradas terem asfalto com um pavimento flexível, deve-se ter maior cuidado na profundidade, pois quando a base está toda garantida, a parte de cima funciona normalmente e se não tiverem cuidado com o que está por baixo, por mais que fazerem um asfalto completo, não vai ter a durabilidade desejada.

Já no casco urbano detalhou estar a ser um trabalho difícil por encontrarem obstáculos como  cabos enterrados, condutas de abastecimento de água, fibra óptica, em que maioritariamente estão sem cadastro e ao fazer a escavação, acabam por ferir a estrutura, o que causa outros constrangimentos, como deixar zonas sem energia.

Outras dificuldades, segundo João Dinheiro consubstanciam-se nos solos contaminados, pois  grande parte das infra-estruturas das redes de drenagem das águas residuais da cidade  encontram-se obsoletas, com infiltração que afecta os solos.

Fez saber que faltam intervenções nas ruas principais do casco urbano, como a da Avenida Agostinho Neto, as perpendiculares e paralelas da rua Comandante Satanás, entre outras, numa empreitada que conta com perto de mil trabalhadores, dos quais 800 são da mão-de-obra directa.

As obras de infra-estruturas integradas da cidade do Lubango foram iniciadas em Junho de 2017, e contempla 100 quilómetros de estrada, quatro unidades de paisagismo e arranjos, bem como 17 quilómetros de abastecimento de água à centralidade da Quilemba, cujo custo total é de 212 milhões, 682 mil, 926, 83 de dólares norte-americanos.

Leia também
  • 15/05/2019 21:01:05

    Contenção de ravinas consome mais de 100 milhões de kwanzas

    Uíge - Cento e sessenta e quatro milhões e 198 mil kwanzas serão aplicados pelo Governo angolano nas obras de contenção das quatro ravinas críticas que afectam Maquela do Zombo, a 293 quilómetros a Norte da cidade do Uíge, sendo o terceiro município que beneficia este mês deste investimento do Governo central.

  • 15/05/2019 17:56:37

    Laboratório analisa amostras para descartar peste suína na Huíla

    Lubango - O Laboratório Regional de Veterinária da Humpata, na província da Huíla, está a analisar amostras biológicas de porcos doentes, colhidas naquele município, nessa segunda-feira, para confirmar ou não a existência de Peste Suína Africana na região.

  • 15/05/2019 13:45:21

    Laboratório do Lubango volta a produzir vacinas para galináceos

    Lubango - Após seis anos paralisado, o Laboratório Regional de Vacinas para doença de Newcastle, instalado em 2008 no Lubango, província da Huíla, voltou a funcionar e já produziu, de Janeiro a Abril deste ano, 189 mil e 750 doses para galináceos, mais 48 mil e 850 em relação ao último quadrimestre de 2018.