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22 Maio de 2019 | 14h11 - Actualizado em 22 Maio de 2019 | 15h21

BNA reduz número de entidades externas gestoras das RIL

Luanda - O Banco Nacional de Angola (BNA) reduziu em 2018 o número das entidades externas gestoras das Reservas Internacionais Líquidas (RIL), o que permite agora ao Banco Central gerir 90% das mesmas, informou hoje o seu administrador, Miguel Miguel.

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BNA realiza Conferência sobre Sustentabilidade das Reservas Internacionais líquidas

Foto: Alberto Juliao

Miguel Miguel, Administrador do BNA

Foto: Alberto Juliao

Antes  de  2017,   de acordo com o administrador, o  BNA  tinha um portfólio de activos, com grande parte das reservas internacionais, na ordem de 30% geridas por entidades externas.

Ao falar nesta quarta-feira no Ciclo Anual de conferências do BNA, com o tema “Sustentabilidade das Reservas Internacionais”, o gestor avançou estar prevista outra redução ainda este ano, para que esses activos sob gestão de entidades externas seja apenas de 10 por cento, ao contrário dos actuais 12%.

Quanto à sustentabilidade das reservas, referiu haver um  “declínio”  das reservas internacionais líquidas do País,  em parte devido às oscilações do preço do petróleo no  mercado internacional.

As reservas brutas estão avaliadas em 16 mil milhões de  dólares norte-americanos, enquanto as líquidas fixadas em USD 10 mil milhões.

A redução das reservas deve-se ao aumento da demanda  por receitas cambiais, para fazer face às importações.

“Com o nível de reserva que temos hoje e com o nível de demanda que verificamos no mercado, particularmente para as importações,  chegamos a conclusão que, se assim  continuarmos,   não  será sustentável”,  advertiu.

Para inverter o quadro, ou seja, para que as reservas sejam sustentáveis, o  responsável defende a necessidade  no investimento  na  produção  nacional e a consequente diversificação da economia.

Alertou que se as importações continuarem nos níveis actuais e não for feita uma aposta  na produção interna,   as  reservas internacionais líquidas  não serão  suficientes, para fazer face o nível de demanda que se verifica hoje.

Grande parte destas reservas líquidas está em títulos do tesouro americano (facilmente convertíveis),  depósitos  aprazo e a ordem.

Em dois  painéis, o Ciclo de Conferências  do  BNA abordou temas ligados às melhores práticas de gestão das reservas internacionais  e as soluções  para  sustentabilidade  das  reservas líquidas com base nas experiências dos bancos centrais  de  Moçambique,  Namíbia e  Brasil.


 

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