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23 Maio de 2019 | 21h32 - Actualizado em 24 Maio de 2019 | 18h23

Falta de dinheiro condiciona infra-estruturação de pólos turísticos

Luanda - Os avanços em infra-estruturas básicas e operacionais nos pólos de DesenvolvimentoTurístico de Okavango (Cuanda Cubango), Calandula (Malanje) e de Cabo Ledo (Luanda), os maiores de Angola em área, estão condicionados a financiamento.

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Antigo Presidente Francês, François Hollande

Foto: Nelson Malamba

Director do polo de desenvolvimento turístico de Calandula, Norberto Bibi Cabenguela

Foto: Nelson Malamba

Os três pólos foram criados em 2011, por decreto presidencial, mas a infraestruturação dos empreendimentos ficou afectada pela crise económica e financeira que o país vive, deixando de ser inscritos, desde 2015, no Programa de Investimentos Públicos (PIP).

Foram projectados para um aproveitamento paisagístico das zonas em que estão a ser implementados e desenvolver-se o turismo de forma harmoniosa e integrada, visando preservar, da melhor maneira, as suas características emblemáticas.

Para a viabilização do desenvolvimento destas três zonas ecoturísticas é necessário conceber-se planos directores, assim como criar-se infra-estruturas básicas, como rede viária, de saneamento e de água, além da electrificação dos perímetros visados.

Esta posição foi assumida com optimismo (hoje), em Luanda, pelos directores dos pólos, em entrevista à Angop, na sequênca do Fórum Mundial do Turismo, aberto hoje pelo Presidente da República de Angola, João Lourenço, reunindo mais de cem delegados de todo o mundo.

OKavango-Zambeze

Diferente dos pólos de desenvolvimento turístico de Calandula e do Cabo Ledo, o do Okavango-Zambeze já tem, desde 2014, o seu plano director e “esmera-se” para passar às fases subsequentes: infraestruturação e implementação de investimentos turísticos privados.

Segundo o seu director, Francisco Moisés Nele, neste momento, o Pólo de Desenvolvimento Turístico de Okavango já tem os estudos acabados sobre os acessos ao seu interior, às redes de saneamento, abastecimento de água potável e electrificação, carecendo agora de investimentos.

“As infra-estruturas básicas deviam ser feitas pelo Estado, mas, por força da crise, ficou sem recurso, deixando esta tarefa para os potenciais investidores. Isto é, do local onde vão empreender, mediante acordo de compensação com o Estado, que incida sobre impostos e rendas”, pois, quando os estudos forem traduzidos em prática, os investidores vão sentir-se confortados para investir nesse pólo que se situa na confluência entre os rios Cuito e Zambeze. disse.

O Pólo de Desenvolvimento da “Bacia de Okavangho-Zambeze” está situado na província do Cuando Cubango e tem uma área total de 11 mil 972 hectares.

Polo de Calandula

Quanto a esse “gigante turístico” de Malanje, província do nordeste de Angola, o director Norberto Bibi Cabenguela citou as mesmas dificuldades de rede de saneamento, água potável e electricidade, mas adiantou que estão abertos a financiamento, caso não seja por via do OGE.

Outro desafio a ser vencido pela gestão do Pólo, segundo o entrevistado, são os recursos financeiros para a elaboração do plano de desenvolvimento ou um “Master plan, que é a peça orientadora para uma gestão saudável do Pólo de Calandula.

“Mesmo na ausência dessas peças, criamos um Guia do Investidor, onde está toda a informação necessária para o interessado em empreender na localidade, propícia para a prática do ecoturismo, do turismo fluvial, cultural, investigativo, de campismo e de saúde”, destacou.

Outra aposta que temos, adiantou Norberto Bibi Cabenguela, é o segmento do Golfe, por ser uma modalidade praticada por indivíduos com capacidade financeira, por via da instalação de um campo adequado, que motiva a mobilização de vários equipamentos.

De acordo com o gestor, a Direcção do Pólo de Desenvolvimento de Calandula não tem recursos para investir, mas já tem um investidor a quem fez uma concessão de uma pousada que estava degradada e que neste momento já está em funcionamento”.

“Depois de beneficiar das fases de diagnóstico e de estratégia global, a conclusão do plano de desenvolvimento, que tem mais três etapas (planificação, organização espacial e a aprovação), depende de recursos para pagar ao executor destes projectos e prosseguir”, explicou.

Localizado no município de Calandula, este perímetro de desenvolvimento turístico da província de Malanje é de 1.977.49 hectares.

Polo de Cabo Ledo

Em relação a esse “oásis”, o director geral, Jacob Moisés, disse que não tem infra-estruturas por incapacidade financeira, uma situação que poderá ser acautelada a médio prazo, por constar das prioridades da Presidência da República e do Ministério do Turismo.

Para ser infraestruturado, avançou o gestor, Cabo Ledo precisa de planos urbanísticos, de loteamento e de redes técnicas de água, saneamento, electricidade e estradas.

“Realizamos recentemente um concurso para a recolha de propostas de técnicas e para financiamentos. E estamos a falar em valores acima de 1.6 mil milhões de kwanzas para a elaboração só de estudos, para depois passar-se à execução de infra-estruturas” - informou.

O responsável disse acreditar que na elaboração do OGE/2020 sejam incluídas as despesas desse Pólo. Por outro lado,  a perspectiva de a WTF construir (no espaço) dois campos de Golfe, um hotel de cinco estrelas e outros equipamentos associados dará maior vida ao projecto.

Jacob Moisés disse existir investidores a quem foram concedidas parcelas de terrenos no Pólo de Cabo Ledo, mas que poderão perder porque não implementaram os projectos já faz tempo, estando assim desprotegidos, no âmbito da Lei de Terras.

O Polo de Cabo Ledo, no município da Quiçama, província de Luanda, é o menos extenso dentre os três, com 1.390.3 hectares de área), tendo sido criado igualmente para mitigar os efeitos negativos do impacto do constante crescimento turístico no pais.

Além deste projecto, a capital de Angola conta com o pólo do “Futungo de Belas e Mussulo”, em implementação desde 2016, numa área de 537 hectares, que vai desde o largo da Corimba até a ponte do Benfica, província de Luanda.

Fórum Mundial do Turismo

O evento vai estender-se até ao dia 25 de Maio, para debruçar-se acerca do “O Turismo em África”, “Turismo Digital ou Informatizado”, “O Papel do Governo nas Viagens de Negócio”, “Porquê investir em Angola?” e “O segredo ou a História do Sucesso dos Destinos Turísticos”.

Conta com a presença e participação do ex-presidente François Hollande e reúne líderes da indústria do turismo a nível do mundo. Angola pretende, com a realização, do evento atrair investidores para vários domínios económicos, em geral, e par o sector turístico, em particular.

Assuntos Turismo  

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