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23 Maio de 2019 | 19h39 - Actualizado em 23 Maio de 2019 | 19h39

Luanda alberga maioria dos empreendimentos turísticos do país

Luanda -A capital do país alberga 60 porcento dos empreendimentos e equipamentos turísticos existentes em Angola, cabendo os restantes 40 porcento às demais 17 províncias, disse, nesta quinta-feira, em Luanda, a ministra da Hotelaria e Turismo, Ângela Bragança.

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Ministra do Turismo, Ângela Bragança

Foto: Nelson Malamba

Ao dissertar no painel “Turismo e a Inclusão Social em África”, inserido no Fórum Mundial do Turismo (WTF-sigla inglesa), que o país acolhe desde hoje, Ângela Bragança deu a conhecer que o país tem 28 mil e 462 quartos, sendo que 14.088 são quartos de hotéis e 14 mil e 374 quartos de outros tipos de alojamento.

Segundo Ângela Bragança, em Angola existem 235 hotéis, mil e 771 empreendimentos hoteleiros, cinco mil e 829 restaurantes e similares, bem como 317 agências de viagens.

Quanto à balança de pagamento das viagens, em 2015 o crédito foi de 1.162,7 milhões de dólares, no ano seguinte 622,8 milhões, enquanto em 2017 foram USD$880,4 milhões, tendo sido os débitos de 253,25 milhões em 2015, 593,9 milhões em 2016 e 976,5 milhões em 2017.

A diminuição de entrada de turistas no país originou em 2017 um défice significativo do sector do turismo nesta década.

Em relação aos principais emissores de África nos últimos três anos, os dados do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) apresentados pela ministra indicam que de 2016 a 2018 o país recebeu 46 mil e 992 turistas da África do Sul, 16 mil e 943 da Namíbia, seis mil e 722 da Nigéria e três mil e 930 de Moçambique.

A ministra apontou como principais dificuldades do turismo em Angola a carência e a fragilidade de infra-estruturas e acessibilidades, o défice de produção interna e dependência das importações e a escassez de equipamentos hoteleiros, oferta complementar, formação e qualificação da força de trabalho, incluindo de gestores.

A essa lista de dificuldades juntou o défice de produção estatística e estudos sobre o sector, bem como a dependência excessiva do turismo de negócios.

Ângela Bragança realçou as principais medidas empreendidas em 2018 com vista a introdução de melhorias no sector, nomeadamente a requalificação dos empreendimentos hoteleiros e similares, a inventariação dos recursos turísticos e identificação de zonas com vocação turística, bem como o processo de descentralização da administração central e o protocolo de cooperação com a National Geographic.

Para o ano em curso, apontou a revisão do pacote legislativo do sector, a constituição do Fundo de Fomento Turístico, a melhoria da informação estatística produzida pelo sector e a constituição de um hotel-escola.

Aumento do turismo

As metas do programa para o desenvolvimento do sector, inserido no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, prevê o aumento do turismo receptor em 70 porcento, aumento das dormidas de residentes em 30 porcento, elaboração de cartas turísticas nos pólos, abertura de postos de informação turística, bem como o reforço da participação do país em feiras de turismo.

O programa incentiva a entrada de novos operadores no sector, a elaboração de “master plan” e planos de pormenores nos pólos, a concretização dos projectos hotéis-escolas, a criação da marca Angola e a elaboração de roteiros turísticos.

Em relação ao programa de Apoio à Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), destacou a melhoria do ambiente de negócios, o incentivo ao investimento, a consolidação das infra-estruturas, o reforço da capacidade organizativa do Estado, o incentivo a diplomacia económica, a capacitação e qualificação dos recursos humanos e a promoção de parcerias estratégicas nacionais e internacionais.

O Fórum Mundial do Turismo, de acordo com o seu presidente Bulut Bagci, tem em carteira um investimento de mil milhões de dólares para Angola, para ajudar no desenvolvimento do sector.

Angola vai trabalhar com o WTF, durante um período mínimo de cinco anos, com o objectivo de desenvolver a actividade turística, atrair investidores e promover a imagem do país.

Os técnicos da indústria do turismo a nível do mundo vão abordar temas como “Turismo em África”, “Turismo digital ou informatizado”, “O papel do governo nas viagens de negócio”, “Porquê investir em Angola”, e "O segredo ou a história do sucesso dos destinos turísticos”, entre outros assuntos.

O evento, que reúne cerca de 1.500 (mil e quinhentos) delegados, pode trazer oportunidades de investimento nos sectores da construção, transportes, energia e águas e agricultura, bem como proporcionar empregos, sendo o sector do turismo uma indústria da paz, de lazer e de oportunidades.

Assuntos Turismo  

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