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07 Junho de 2019 | 20h37 - Actualizado em 07 Junho de 2019 | 20h37

Acordos dominam Conferência Angolana de Petróleo e Gás

Luanda - A primeira Conferência Angolana de Petróleo e Gás, realizada de 04 a 06 deste mês, permitiu a assinatura seis acordos no domínio dos petróleos por empresas nacionais e internacionais, com destaque para a construção de uma nova unidade de produção de gasolina na Refinaria de Luanda.

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Acordos vão permitir a prospecção de petróleo em novas áreas

Foto: Angop

O acordo sobre a nova unidade de produção de gasolina, orçado em USD 200 milhões, foi rubricado pela Sonangol e a ENI que, no decurso da Conferência promovida pela “África Oil & Power, assinaram mais memorandos, sendo um de compromisso para o Bloco 15, situado na bacia do baixo Congo a sul do rio de Zaire, e outro para a constituição de uma sociedade de produção de energias renováveis.

Na mesma senda, as empresas Sonangol e a United Shine assinaram, no fórum, um acordo para a construção da refinaria de Cabinda. A unidade vai converter o petróleo bruto em derivados.

Entretanto, o Governo angolano, representado pelo ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, assinou também um protocolo de crédito para uma maior inserção do gás natural na matriz energética do país, com o Fundo de Financiamento Americano (NFE Internacional).

Outra nota relevante, a respeito dos acordos concluídos na Conferência “ Petróleo e Gás”, vai para a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e para a empresa americana Exxon, que acordaram a operacionalização do Bloco 15.

O acordo sobre a construção da nova unidade de produção de gasolina em Luanda vai permitir, a partir de 2021, aumentar a produção de gasolina do país de 300 para mil e 200 toneladas/ano.

Por sua vez, a refinaria de Cabinda vai processar 60 mil barris de petróleo/dia, para a produção de derivados como gasóleo, gasolina, full oil e Jet A1.

A par dos acordos, a ANPG anunciou, para 02 Outubro deste ano, o arranque dos concursos públicos de concessões petrolíferas das Bacias de Benguela e do Namibe.

A ANPG vai submeter, neste concurso, o Bloco 10 na Bacia de Benguela e na do Namibe os blocos 11, 12, 13, 27, 28, 29, 41, 42 e 43.

Durante o encontro, foi anunciado que 72 empresas subsidiárias da Sonangol estão em avaliação para serem privatizadas via bolsa de valores, assim como a quota de produção da Sonangol que se situa entre 10 e 20 por cento do total nacional, estimado em um milhão e 490 mil barris/dias.

Não menos importante, foi o anúncio da  petrolífera francesa Total  que se prepara para construir 50 estações de abastecimento de combustíveis em Angola, num investimento estimado em 100 milhões de dólares norte-americanos.

Além dos acordos, a Conferência, que contou com mais de 800 delegados, foi prestigiado pelo Presidente da República, João Lourenço, que procedeu à abertura, tendo na ocasião, apresentado a visão e a estratégia do Executivo sobre o sector dos petróleos.

Esta estratégia, segundo João Lourenço, assenta na angolanização da produção petrolífera através da formação e do recrutamento de quadros nacionais para a sua efectivação.

Incentivos fiscais, aumento da produção interna, atracção de investimentos, promoção de parcerias e negócios em todos os segmentos da cadeia de energia e da indústria petrolífera, são outros postulados da estratégia lançado pelo Presidente da República, lançado no evento.

Sobre o evento, o ministro Diamantino Azevedo considerou-o positivo pelo nível de participação das empresas e individualidades, acordos, discussão dos temas e perspectivas que se abriram em torno do relançamento da indústria petrolífera em Angola.

“Esperamos agora que o ambiente criado permita maiores investimentos, essencialmente, privado, a fim de poder contribuir para a melhoria do sector dos petróleos e desenvolvimento sustentável do país”, disse o ministro.

No último dia, o governante lançou um repto à Sonangol, no sentido desta concentrar a sua actividade interna em toda cadeia de valor, pesquisa, prospecção, exploração, desenvolvimento, refinação e distribuição dos derivados do petróleo.

A conferência foi uma iniciativa da “África Oil & Power” e contou com a participação dos principais "players" da indústria petrolífera mundial e das empresas de consultoria.

Assuntos Petróleos  

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